O que fazer caras como em uma aparência menina

E a primeira coisa que chama a atenção é o cabelo, roupas e marcha. Para se tornar atraente, a menina precisa mudar a imagem, fazer o cabelo e reconsiderar a atitude em relação à aparência. Reencarnação adicional é eliminar problemas cosméticos. Pode levar mais de uma semana para eliminá-las, mas sem resolvê-las, não podemos falar ... Para rapazes gostam, uma menina deve ter certeza de saber que, assim como o homem dos seus sonhos, o que seus pontos fracos, o que ele está interessado. Então, como o menino será muito mais fácil, mesmo mulher feia. Ainda assim, vale a pena voltar para a beleza interior. Sem ele, nenhuma beleza externa não faz sentido. Como Flertar com uma Menina. O fundamental ao flertar com uma menina é deixá-la saber que você está interessado sem ser muito exagerado. Você deve aprender como ser brincalhão e charmoso, e como evitar dar em cima dela diretamente. Se você... O que é uma coisa que é um total desligamento? 25 perguntas sujas para fazer a uma garota. Você acha que é possível que nos tenhamos conhecido em uma vida anterior? O que você quer no seu futuro? Quantas pessoas você já beijou? O que você acha do casamento? Qual é a sua hora do dia preferida para fazer sexo? Como foi o seu dia? Em nenhum caso, não deve aparecer em uma data em um formulário preparado. Caras adoram garotas que parecem perfeitas. Não concorra com o escolhido. Mesmo que uma garota faça algo melhor, é preciso ficar calado para não prejudicar a auto-estima do sujeito e não causar discórdia. Você pode assustar um jovem forçando eventos. Olha, espero que vc me responda. Tenho 13 anos e gosti de uma menina que tem 13 anos tmb, eu pedi ela em namoro e ela disse ñ, bastante tempo depois pedi a ela somente um beijo e ela me recusou. É uma menina que e convivo muito com ela por isso queria um jeito de fazer ela, no minimo me dar um beijo, claro que o namoro é a preferencia. As mulheres não gostam daqueles caras que têm problemas com insegurança. Sua aparência e limpeza são muito importantes para fazer uma garota como você de volta. As meninas não gostam daqueles caras que sempre manter a calma e não fala muito. A maioria dos meninos tremer quando eles se encontram uma menina pela primeira vez, o que é errado. 30) Ela respeita-lo, bem como todas as pessoas. 31) Quando o cabelo é longo. (Sério, de acordo com algumas pesquisas, os homens preferem cabelos longos.) 32) Quando ela é capaz de desfrutar da boa comida e não fazer dieta o tempo todo. 33) Quando ela diz a ele que ela o ama. Eu espero que você tenha achado isso útil. Vamos falar sobre o que os caras como em meninas mais experientes ou que os homens acham qualidade muito atraente em mulheres. 1) Ele cuida de si mesmo. Como eu disse, a primeira impressão é baseada na aparência, mas não significa necessariamente que ela é uma supermodelo. Este é o primeiro um na lista dos melhores dicas sobre como seduzir uma adolescente que eu gostaria de apresentar em todo este artigo. Encontrar o alvo certo é realmente uma ótima sugestão para algum indivíduo que quer aprender como seduzir uma adolescente de modo que você deve fazer uso dele de imediato.

Segunda chance ok, agora terceira, quarta e quinta ...

2020.09.18 02:40 iamassuregi Segunda chance ok, agora terceira, quarta e quinta ...

Preciso tirar isso do peito kkkkk então isso é longo
Eu conheço uma garota desde a sétima série, hoje tenho 24 anos. Essa garota por muito tempo foi minha amiga, mas sempre meio com vergonha. Kkkk eu não tinha uma boa aparência na época (e em minha defesa todo adolescente é feio) e hoje, olhando para trás, sinto que ela tinha vergonha de mim.
Em 2017 ela me apresentou a um amigo dela. Muito estranho, o cara tinha uns 40 anos e era amigo de uma moça de 21... Um dia fui dormir na casa dela, na época levei o PlayStation e ficamos jogando. Uma das irmãs, que tinha 15 anos aparece, totalmente bêbada. E esse coroa trazendo essa menina. Eu fiquei indignada, pois ela estava muito bêbada mesmo, até vomitou e desmaiou. Eu fechei a cara quando vi isso tudo e só pensava em chamar uma ambulância ou a polícia. Lembro que ele falou algo como: "Ela estava na minha casa com a minha filha, tomou só um pouco" e eu retruquei: "Ela tem quinze anos. Não devia ter tomado nada".
Esse foi o meu primeiro erro. O cara pegou raiva de mim aí.
Enfim, noutro dia fui pra minha casa e segui a minha vida.
Na época da escola éramos um trio: eu, essa garota e outro amigo. Esse moleque não era amigo dela há um tempo.
Outra visita a casa dela e ela me pergunta dele. Eu falo a verdade, que disse que nunca mais queria falar com ela. Tinha morrido pra ele. Volto pra minha casa e quanto estou deitada já, vejo uma ligação. Era o coroa me ligando.
Ele gritou comigo, disse que se fosse para eu falar desse amigo que eu não pisasse mais o pé na casa dela. Queria saber o que ela tinha feito pra ele, e eu apenas respondia: pergunta pra ela!
No dia fiquei morrendo de medo. Depois chorei de raiva. Mandei uma mensagem pra ela, dizendo que precisávamos conversar. No outro dia ela me respondeu, dizendo que iria falar com ele. Depois veio com uma conversa que não podia escolher lado pois não tinha ouvido a ligação para dizer o que cada um disse.
Depois disso me afastei, me ocupei com trabalho. Respondia ela pouco. Meu erro também, devia ter bloqueado nessa época. Também comecei a me arrumar bastante, me cuidar mesmo e a ter encontros kkk (e sim, agora sou bonita)
Ela me chamava para ir na casa dela sempre e dizia: leva o videogame, não tem nada aqui para fazer. Ela mora noutro bairro, muito contramão pra ônibus, então eu andava meia hora com um PS4 mochila, chegava lá morrendo. Eu acabava dormindo lá pois sempre ficava tarde pra voltar. Um dia eu falei pra ela que tava muito zoado para ir, pois estava tendo assalto direto e eu não poderia dormir pois tinha compromisso. Ela disse: então deixa o vídeo game aqui. Depois você busca.
Aí sim eu descobri, ela só queria jogar.
Então fui me afastando, até que ela surgiu meses depois fazendo perguntas sobre esse maldito videogame. Eu não entendo muito, tinha comprado ele no fim de 2016 pois foi uma baita promoção e eu usaria para ver vídeos do YouTube e alguns jogos que eu tinha visto gameplay. Mas por causa do trabalho quem usava mais era a minha família, para assistir. Então eu realmente não sabia responder nada. Foi uma semana de questionamentos até ela me pedir a minha conta da PSN. O coroa tinha dado um videogame para ela. Meu sangue ferveu, e eu disse que não. Ela veio com uma conversinha do tipo: "você não confia em mim?" Eu apenas disse: "sei que você não vai pegar nenhuma informação minha, mas não empresto pra você. Meses sem falar comigo e quando volta quer favores?".
Ela sumiu por três dias e quando voltou disse que não poderíamos mais ser amigas. E começou a escrever um textão. Eu simplesmente dei block e deletei o número. Isso foi no fim de 2018.
Nessa época eu estava meio mal, mudei para um emprego de meio período e fui passando sem comprar muita coisa. Vendi o videogame e resolvi estudar para entrar numa universidade. A situação financeira aqui em casa apertou tanto que eu praticamente sustentei a casa por uns meses com um salário de meio período. Deixei muito currículo mas nem chamavam... Enfim.
No fim de fevereiro desse ano entrei no meu Facebook e tinha várias mensagens dela, das irmãs, pedido para eu mandar mensagem pra ela. Eu sou muito curiosa, então não aguentei. Passei o meu número para a irmã e disse que entrar em contato comigo. Ela falou comigo e pediu desculpas.
E eu aceitei, pois estava numa paz e estava tentando mudar, ver o melhor nas pessoas. Estava muito de boas mesmo.
Ela veio perguntar da minha vida, eu disse que estava estudando e trabalhava algumas horinhas por semana.
Aí ela me pediu uma dicas para estudar pra FUVEST/Enem e acabamos combinando que eu poderia ajudar ela a estudar.
Desde 2019 eu estava muito calma, não me irritava com ninguém e também toda semana tirava um momento pra refletir os pontos da minha personalidade que tinha que melhorar. Mas eu fiz um grande erro: ser gentil não é ser otária. E eu estava sendo uma otária.
Acabou que o corona apareceu e bagunçou a vida de todo mundo, mas continuamos nos falando. Ela comentava lugares que queria ir e eu dizia "ah, depois do corona a gente vai". Acabou que a primeira oportunidade foi esses dias, quando sp começou a permitir que cursos extracurriculares voltassem. Decidi que iria fazer um curso de japonês, pois estava meio deprimida e queria algo para ocupar a cabeça. Chamei ela para dar uma olhada comigo na unidade da escola.
Eu já tinha comentado com ela que estava ficando bem ocupada recentemente, então podia ser que eu esquecesse de ver as mensagens. Falei pra ela que sábado ficaria fazendo um trabalho. Então sábado de manhã fomos ao curso de japonês e quando voltamos ela se convidou para ir na minha casa. Eu, por causa de estar ocupada e cansada, não queria ninguém aqui, então só disse que outro dia a gente marcava.
Depois disso ela nunca mais de respondeu. Ela tinha parado de falar com o coroa quando voltou a falar comigo, mas deve ter voltado.
Essa novela é tão grande e ruim que vou acrescentar uns detalhes aqui:
O que eu aprendi de tudo isso? Não fique perto de quem faz mal pra você. Seja gentil, mas não seja besta.
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2020.09.17 01:37 Denin1x Se não é depressão é quase isso

Hoje eu dormi a tarde, poucas vezes eu faço isso, e nas vezes que eu faço ou eu tô muito pra baixo ou eu tô exausto mesmo. Eu não fiz nada o dia inteiro, tinha marcado na agenda de estudar, não sei, não tô com vontade.
Também não quero sair de casa, as pessoas me olham estranho, não sei se é porque sou negro ou feio, talvez um pouco dos dois, meus amigos me chamam e eu invento sempre uma desculpa pra não sair. Meus amigos são mais bonitos que eu, sempre ouço as meninas elogiando eles e eu nunca fui elogiado, não cobro, talvez eu seja realmente feio e elas não querem mentir, tudo bem. Eu já estive na listinha dos " top meninos mais feios da sala ", poxa, se eu pudesse eu não seria feio, quem vai querer isso pra si? Eu não pedi pra nascer assim, eu até já me peguei querendo estar no corpo do meu colega branco, dos olhos verdes, cabelo loiro, ele se vestia bem, era bonito, tenho que admitir. Mesmo com isso tudo eu não me acho feio, eu até gosto de mim, da minha aparência, mas eu não posso dizer o mesmo das outras pessoas, deve ter um motivo pra sempre que vão falar o que acham de mim cortarem o assunto né. Sei muito bem que eu não devo ligar pra o que pensam de mim e tals, mas poxa, todo mundo pensa assim? Então deve ter algo errado né.
As vezes eu não consigo sair de casa, quando chego na porta, percebo que tem muita gente, vão me ver, ver minha feiúra, eu dou meia volta vou pro meu quarto e deito na cama, digo que não vou sair, sei lá, invento algo na hora.
Quando eu acordei hoje a tarde me veio uma sensação estranha, já tinha sentido isso antes, me veio uns pensamentos do nada, do tipo: — cara, já escureceu, eu tô dormindo, deitado, tô quase que nem um moribundo, não tô aproveitando a vida, se bem que eu sou um merda, não tenho mais muito papo, acho que notam quando eu vou rir pra simpatizar e o riso sai todo forçado, labios tremendo como se fosse chorar, por isso o papo morga na hora e a conversa acaba.
Sei que tudo isso é minha culpa, meu pensamento e minha baixa auto-estima, mas cara, é algo lá no fundo, não existe mudança de rotina que mude, eu nem tenho mais aqueles pensamentos de morte ou algo do tipo, gosto da minha vida, mas talvez assim seja pior, viver uma vida sem aproveitá-la, como uma criança muito pobre que olha um tênis bonito que ele tanto deseja na vitrine de uma loja.
Eu já sumi da vida de várias pessoas, nunca acredito que alguém goste realmente de mim, e mesmo que fosse verdade, o que eu faria? Eu só faço merda com quem eu gosto, é melhor me manter afastado.
Falando em vida, eu já não vejo mais graça nas coisas, piadas que meus amigos fazem eu rio pra não sair como chato, não gosto mais de fazer fofoquinha sobre outras pessoas, falar sobre relacionamentos, metas, estudos, sei lá, nada mais tem graça. Eu até tenho alguns sonhos mas fico pensando as vezes eles perdem o sentido, tipo, por que eu quero trabalhar? Tá, é pra fazer coisas que gosto, mas por que fazer algo que eu gosto? A vida só é isso? Manter a cabeça ocupada com coisas que gosta até que uma hora você morre?
Eu gostava de quando era criança, parece que tudo tinha mais cor, mais brilho, o sol parecia estar sorrindo pra mim, quando assistia os desenhos eu parecia estar naquele mundo, emoções intensas, paixões. Hoje nada disso tem graça, como se tudo tivesse perdido o brilho, como se eu tivesse fazendo hora extra na terra, o sol morreu, desenhos nem tem mais graça, não sinto mais aquela paixão por alguém, e dizem que eu sou frio pra caramba.
É como se eu tivesse sabido a história de um filme sem assistir, não vai ter o gosto de mistério, eu sei como acaba, 7 palmos a baixo da terra no cemitério da cidade.
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2020.09.03 20:16 OrbitingMoon Minha visão de mundo sempre foi meio distorcida

Quando moleque eu era meio bagunceiro, fazia muita merda, às vezes puxava briga, mas não sabia me defender depois, mas mesmo assim eu tinha alguns amigos. Quando eu entrei na quarta série eu tinha engordado um pouco, e na minha sala tinha um repetente. Nossa relação inicialmente foi bem normal, mas eventualmente começamos a nos dar mal e ele começou a me bullynar. Da quarta até a oitava série, quase que todo dia, eu tinha que lidar com isso (escola pequena, só tinha uma turma por série), eu era muito triste na época; matava aula sempre que podia, porque lá tudo que me esperava era zoação e eventuais brigas (que eu sempre perdia). Eventualmente todo mundo cresceu e parou de fazer isso, e o bullying acabou.
Mas não foram só flores depois daquilo, é óbvio que aquilo fudeu comigo, durante aqueles anos eu tentei suicídio no mínimo umas duas vezes, e toda noite antes de dormir eu desejava que ou eu ou ele morressemos, porque eu não aguentava mais. Quando acabou, eu tinha uns 14 anos, estava no nono ano, nunca havia tido uma amiga mulher, nunca dormi na casa de um amigo, não sabia fazer amizades, não sabia sorrir, era tímido, não sabia conversar, não tinha nenhum amigo de fora da escola, e mesmo dentro dela, só tinha dois ou três amigos de infância. Eu basicamente ainda era tão socialmente desenvolvido quanto uma criança de 10 anos (talvez até menos).
Enfim, eu não ligava pra isso, eu podia fazer amizades virtuais, certo? Sim, e eu fiz alguns bons amigos, mas eventualmente eu perdia todos eles porque eu não tinha escrúpulos e falava demais, coisas pessoais, íntimas, enfim. Eu não sabia manter amizades, eu era "estranho" demais pra isso. Mas um cara, ainda assim, me suportava, ele era bastante compreensivo e me aturava, incentivava-me a estudar, conversar com meninas ou outras pessoas, mas eu não levava ele tão a sério, até que eu entrei no ensino médio. De repente eu percebi o quão inútil eu era, e como eu não sabia de nada que deveria ser senso comum (eu, com 15 anos, não sabia nem o que significava ficar com uma menina).
Eu pedi muitos e muitos conselhos para aquele meu amigo, e ele me ajudou bastante, eu fiz minha primeira amiga mulher graças a ele! Mas eu ainda era muito estranho, então com o tempo perdi tanto a amizade dele quanto a dela. Eu era bastante triste na época, tinha muitas inseguranças, mas ainda assim me esforçava o máximo que podia para fazer amigos. Foi, também, nessa época que eu fiz minha primeira melhor amiga, eu amava ela demais, uma vez brigamos e ficamos alguns meses afastados, fiquei deprimidíssimo por um tempo, considerei suicídio porque não tinha mais ninguém. Mas uma hora eu acabei melhorando e me tornei capaz de ser mais normal, conseguia conversar numa boa, já tinha alguns amigos, fazia novas amizades e tudo mais.
Ainda assim eu ainda tinha uma visão bastante distorcida do gênero feminino, ainda não tinha experiência nenhuma com nada remotamente sexual, inclusive, participava de fóruns de incels, acreditava fielmente na blackpill (tua aparência determina teu sucesso na vida), e mais um monte de besteiras que eu lia nos fóruns. Um dia, porém, uma menina chegou em mim (eu nunca havia visto ela na vida), e pediu pra ficar comigo, eu logicamente aceitei, estava desesperado por uma companheira e por ter essas experiências "normais" que todo jovem tinha. Ela me deu seu número de telefone e ficamos conversando pelas próximas semanas, e que semanas...
Aquela mulher acabou de verdade comigo, só reforçou as visões que eu tinha do gênero feminino que eu via na internet. Ela foi a pior mulher que eu poderia ter encontrado para ser com quem eu teria minhas primeiras experiências envolvendo pegação e afins. Ela era uma pessoa horrível, dizia ter nojo de velhos, falava muita merda pra mim, era burra, mas muito muito muito burra, já tinha 20 anos e não tinha nem terminado o fundamental. Ainda assim, eu não tinha mais ninguém na época, e embora eu não gostasse dela, ainda assim queria experienciar o que era a pegação, então quando começamos a trocar nudes, ignorando como ela abaixou minha autoestima na época porque eu não era superdotado como ela queria, eu sentia uma sensação de poder porque ela me mandava fotos dela sempre que eu queria, eu atribuia isso à minha aparência (sou bonitinho, e segundo os fóruns, era só disso que alguém precisa para ter sucesso na vida).
Eventualmente, meio enojado com ela, decidi que não queria mais ela na minha vida, e cortei contato, voltando a estar sozinho. O engraçado é que aquilo me "traumatizou", e eu me recusei a ficar com alguém depois daquilo, inclusive uma menina que era minha vizinha (pensando agora, se ela tivesse sido a primeira pessoa com quem eu fiquei, eu nunca teria passado por esse monte de merda). Eventualmente eu fiz alguns amigos (homens) e fui pra algumas festinhas pela primeira vez, foi bem bacana, passei mal na primeira vez bêbado), mas eu ainda não queria me envolver com mulheres por medo daquilo se repetir.
Com o tempo eu deixei a visão incel que eu tinha do mundo e da mulheres de lado, mas ainda assim eu tinha uma visão distorcida da vida real. Esse ano eu conheci uma menina pela internet, e ela vem me ajudando bastante com isso, ela é bem bacana, e vem me ajudando a superar o medo que eu tinha de tudo isso. Claro, ela, de certa forma, me decepcionou bastante, foi bem deprimente quando eu percebi que eu não vivo num filme de amor adolescente, sabe? Eu acreditava que encontraria uma menina inexperiente como eu, então namoraríamos e aprenderíamos tudo juntos, seríamos felizes para sempre! Embora ela more perto de mim, ainda é longinho então nunca nos vimos pessoalmente, então embora eu ainda seja bobão quando o assunto é pegação, pelo menos agora, graças a ela, estou disposto a mudar.
Inicialmente eu tinha um crushzinho por ela, porque ela parecia ser o modelo de menina perfeitinha que eu tanto desejava, mas ela é humana, assim como eu, tem defeitos, temos diferenças, e eu fico feliz por ter percebido isso. Eu, ainda não entendo direito como eu cheguei nessa conclusão, mas eu tinha a visão de que toda menina busca um romance enquanto todo cara só quer pegação, e foi um puta choque de realidade quando eu percebi que não era assim, até a menina que era super babaca comigo queria um namorado, ela não quer????
Finalizando, peço desculpas se a coesão do texto tenha ficado ruim (sempre foi meu ponto fraco na escrita de textos) ou se eu omiti algum detalhe importante sem querer. Foi um tempão, fiquei muito tempo vivendo de ilusão, achando que o mundo fosse como um conto de fadas, mas é bom poder saber que agora, depois de tudo isso, eu já não sou o moleque esquisito que eu era há alguns anos. Obrigado se você leu até aqui :)
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2020.07.07 15:13 lihts2020 Essa semana vou fazer 20 anos e ainda sou BV

Bom, eu sempre fui uma menina muito reservada em questões sentimentais e não constumo me expor dessa forma, mas preciso de concelhos, por favor, sejam legais comigo. Sim, eu tenho quase 20 anos e nunca dei meu primeiro beijo, tenho vários motivos para não ter o feito, como insegurança em relação a minha aparência pois desde de criança até um pouco do ensino médio eu sofri muito com bullying na escola, um pouco de medo porque passei por coisas horríveis na minha infância que eu não quero falar sobre, e também por não ter conhecido algum cara legal e que gostasse de mim, eu apenas gostei de uns 3 ou 4 meninos até tentei ter algo com um deles mas acabei me machucando muito, achei que ele gostasse de mim, mas ele não tomou nenhuma iniciativa a gente não se vê mais porque ele era do meu cursinho e eu não faço mais então meio q sem chances. E também porque sempre foquei nos meus estudos sabe. Mas enfim, às vezes eu queria mudar isso, porém nenhum menino se interessa por mim e tenho muita vergonha de pedir para ficar com alguém e não gosto de baladas e festas, sou mais caseira. O que eu posso fazer?
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2020.06.18 17:02 -weshouldbefriends a amiga psicopata q quase destruiu minha vida ✨🦋✨

oioi Lubixco, turma, gatas, falecidos papelões, editores e qlqr outro ser q possa habitar a casa do Luba. bom essa eh a história da minha nice friend, tbm conhecida como o maior pesadelo do diabo. enjoy!
então, desde os meus 2 anos eu tenho uma melhor amiga (Carls) e a gt passou a nossa vida inteira junta. No 6º ano (tínhamos uns 11 anos) a gt se separou do nosso grupo de amigas por algumas brigas e acabamos nos juntando c outras duas meninas q tbm estudavam c a gt (Barls e Marls). Nessa época aconteceu muita coisa, (a Barls destruiu coisas minhas, roubou meu estojo e brigou milhões de vezes com a Carls), só n vou entrar em detalhes pra n ficar muito enorme. Só q td vez a gt perdoava ela, até hoje n sei como ou pq.
os maiores problemas começaram no final do 8º ano (tínhamos uns 14 anos), qdo a Marls começou a ficar c um menino e a Barls encabulou q ele queria na vdd eh ficar com ela. A bonita fazia isso constantemente sabe, achar q tds os meninos q qualquer uma de nós estava interessada tava querendo ela (principalmente c a Carls). enfim acabou q a Barls pegou o menino várias vezes sem contar pra Marls (elas eram melhores amigas de infância) e qdo ela descobriu foi uma briga enorme, aconteceram várias outras coisas, durou meses e eu acabei ficando do lado da Barls, q tava claramente errada em td, enquanto a Marls e a Barls afastaram de nós, então passamos o começo do 9º ano separadas.
essa época foi tão doida pra mim, pq eu n sei como a Barls conseguiu me manipular ao ponto de eu fazer as coisas q eu fiz (afastar da minha melhor amiga, falar segredos da Marls pra ela, ajudar a espalhar boatos), tanto q esses foram os meses mais tristes e sofridos da minha vida, eu literalmente voltava pra casa me sentindo um lixo
enfim, um tempo depois essa briga foi sendo esquecida e pouco a pouco nosso grupinho foi voltando, só q basicamente ninguém confiava em ninguém. ate q um dia a Barls decidiu q tava “cansada” da Carls e q queria afastar, então fez com q eu e a Marls parassem de falar c ela (eu literalmente chorava td dia nessa época, foi horrível) e no mesmo dia a gt parou. foi horrível p Carls tbm, ela ficou completamente sozinha por causa das mentiras q a Barls espalhou (q eu só fui descobrir dps, mas a gt ainda vai chegar lá)
eu e Carls passamos uns 3 meses sem olhar na cara uma da outra, até q entrou uma menina popularzinha na nossa sala e a Barls, como a boa aproveitadora q eh, grudou nela e me esqueceu completamente, enquanto a Carls e a Marls tinham feito novas amigas incríveis, (karma me acertou em cheio) e estando 100% sozinha eu fui aos poucos me aproximando delas dnv. a Barls vendo isso logo já grudou na gt de novo, só q dessa vez a Carls tava completamente mudada, 1000x mais madura e n aceitou mais nenhuma merda da Barls. eu achava q daí pra frente ia ser td perfeito, mal sabia eu....
em setembro a gt fez um acampamento no interior são paulo com a escola, pra comemorar nossa formatura, e foi muito incrível, tirando uma briga q a Barls e a Carls tiveram. a questão eh, qdo a gt voltou pra casa, nossa turma tava mais unida do q nunca, foram momentos mto bons! as brigas foram esquecidas e td mundo amava td mundo.
isso até q eu, a Carls, a Barls, e outras 2 meninas fizemos uma festa do pijama na casa da Carls e tive uma hora q a gt começou a falar sobre uma menina em específico (Farls), q tbm cresceu com tds menos a Barls,mas q ultimamente tava sendo mto amiga dela. Aí a Barls começou a falar um tanto de coisa da menina gratuitamente, sobra aparência, peso, as relações c o ex, c o atual... enfim, destruiu a menina, eu lembro q dps disso o clima ficou super pesado e tals.
mas agora q vem a pior parte, a Barls encontrou c a Farls no dia seguinte e disse pra ela q eu e as meninas tínhamos falado aquelas coisas dela, e pensa numa menina q ficou puta. ela eh mto sensível e tinha sofrido mto c o ex q a Barls ficou falando sobre, então ela foi tirar satisfação c a gt uns dias depois. era um intervalo pré prova, e do nada a Farls chega e chama pro banheiro a Carls e as outras duas q estavam na festa do pijama, e outras meninas próximas dela vão também. elas passaram mto tempo lá, até q a Marls tbm foi chamada, só q nessa hora eu n tinha a mínima ideia do q tava acontecendo pq ninguém sabia das coisas q a Barls tinha contado pra Farls.
o intervalo acabou e deu o horário da prova, então elas tiveram q sair do banheiro, vieram umas 15 meninas tds c a cara inchada de tanto chorar e eu tava 100% perdida nisso td. enquanto a prova nn começava tentaram me explicar, mas a Barls n saia do meu lado então elas desistiram.
qdo eu cheguei em casa, tinham várias mensagens da Farls e da Carls explicando oq tinha acontecido e oq cada menina tinha falado. resumindo, a Barls contava os segredos de todas pra td mundo, falava mal de todas pelas costas e inventava coisa pra fazer a gt se odiar (tanto q eu odiava umas duas meninas, q me odiavam de volta, por coisas q ela tinha falado). e nesse momento foi um choque de realidade mto grande, eu chorei por umas duas horas direto enquanto conversava c elas, e elas iam falando td q a Barls já tinha falando de mim, coisas q eu contei pra ela e pra mais ninguém, sobre minha família, minha saúde mental, eu literalmente falava td pra ela (ela dizia q as pessoas tinham q ter cuidado comigo, q eu era manipuladora e q ela era minha amiga por dó). sério, nessa hora os últimos 4 anos passaram pela minha cabeça e eu percebi o tanto q eu tava submissa a ela, fazia literalmente td q ela mandava ou pedia, e em troca ela me fazia me sentir mal em relação a mim e me expunha completamente (acabei descobrindo depois q esse eh o conceito de amizade tóxica).
no final das contas, todas as meninas da sala se juntaram pra esclarecer as coisas, contar suas versões e ver oq tinha realmente acontecido, isso fez com q a Barls perdesse todas as amizades q tinha na nossa sala, e como isso se espalhou, na escola inteira. ela faltou qse todos os outros dias até as férias de final de ano e esses últimos dias foram tão leves e realmente bons de se viver.
bom, eu realmente achei q tava 100% Barls free até q eu descubro q ela ia pra mesma escola que eu e q a Carls pro ensino médio e eu fiquei com TANTO medo de acabar cedendo e virando submissa dela dnv. aí eu descobri q eu e ela ficamos na mesma sala enquanto a Carls ficou em outra, e no 1º dia ela tentou voltar a falar com a gt normalmente, mas nós duas cortamos o papo. eu acabei conseguindo mudar pra sala da Carls e nós fizemos amigos incríveis, enquanto a Barls começou a andar com um povo q ela odiava, mas eram os únicos q aguentaram ela. infelizmente o corona veio e deu uma pausa num ano q estava sendo incrível, mas dar td certo no final.
lembrando q minha mãe nunca gostou dela e ela morria de medo da Barls me asfixiar qdo eu ia dormir na casa dela (somos quase vizinhas de prédio) e até hoje eu tenho medo dela me espionar pela janela do quarto dela, q da direto pro meu
bom essa eh uma versão extremamente resumida, porém enorme da história, espero q gostem beijos<3
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2020.06.06 23:28 marqlui O dia em q iludi um nice guy velado

Olá, Luba, editores, inexistente possível convidado e turma q está a ver! <3
Essa história é de quando eu tava no 9º ano (agora tô no pré vestibular). Naquela época, eu era apaixonada pelo meu melhor amigo Mattheus (que se assumiu gay, há alguns anos, mas, na época, ele passava o rodo nas garotas, pra "provar pra mãe q era hétero", com medo de ela o expulsar de casa.. ent eu achava q ele era hétero)
Enfim, ele era um pegador e eu uma romântica, ent fiquei na friendzone desde o sétimo ano até o começo do ensino médio. Cansada de ver ele ficar com todas as meninas da escola, menos eu, tentei me forçar a esquecê- lo com outros garotos, mas ngm tinha olhos pra mim..
Até q um dia, um grt q eu nunca tinha visto na vida me chamou no face: era um outro cara chamado Matheus (pois é KK), q dizia ter conhecido o meu melhor amg e q tinha uma foto de perfil q só permitia ver um pouco do rosto dele (de um ângulo BEM estratégico, isso é importante). Ele já chegou me elogiando mtt, me dizendo coisas fofas, como ngm tinha feito cmg até ent e eu (no ápice da minha fase de querer perder o BV) fiquei toda feliz!
1 semana dps, o adicionei no wpp e ficamos durante um mês inteiro conversando! Ele dizia coisas fofas, tinha assuntos legais.. parecia um sonho pra uma encalhada como eu, na época.
Só q eu n amava ele, ainda era o meu amg o dono do meu <3 (sim, eu era esse drama encarnado).. Ent eu ficava falando sobre esse cara o tempo td com o meu amg, a fim de tentar deixá-lo com ciúme, sem sucesso. (muito patético, eu sei).
N me interprete mal: eu realmente tava feliz por ser a paixão de um cara e tentei gostar dele, mas sabe quando o cérebro diz uma coisa e o coração outra? >:(
Enfim, na minha última tentativa de me forçar a me apaixonar por esse cara e "mostrar pro meu amg q eu n era de se jogar fora", eu o convidei para a festa junina da minha escola. (onde eu dançaria com meu melhor amg! link da dança no instagram: https://www.instagram.com/p/BWlbRAbFLN-/?utm_source=ig_web_copy_link )
Tava td feliz, pensando: "vou perder o BV, vou sair da friendzone, vou arranjar um namorado, UAU!" (SQNUNCA)
Me arrumei td e fui pra festa td ansiosa. Ele demorou um tempão p chegar ent achei q n ia.. Até q meu amg disse q o tinha visto. E LUBIXCO!, eu o vi de costas e já me arrependi: ele era MUITO MAIOR Q O MEU PAI, muito acima do peso, (isso n é problema, mas ele era um gigante se comparado à minha pessoa, na época) espinhento e nem um pouco vaidoso.. Mas oq me assutou msm foi a altura, eu chegava no peito dele (isso me deu medo, real)! Aí eu falei "n tenho escolha, o grt tá aq tadinho.. a aparência é o de menos, né?", aí ficamos conversando durante a festa td. Literalmente a festa td, o garoto era bem chiclete, n saía de perto de mim pra nd. Pior q ele só falava de avião, militarismo.. ou seja, era legal no virtual mas um chato na vida real, fiquei bem tristinha (pior q meus amgs fdp passavam por lá e riam da minha situação..)
Enfim, eu fiquei a festa inteira fugindo das tentativas dele me beijar (ele demonstrou ser um cara bem nd a ver cmg e sua aparência n ajudava mtt tmb) e, dps de 3 dias de confusão mental, eu disse para ele seguir com a vida dele e desejei boa sorte para ele encontrar alguém q o fizesse feliz e tal (eu nunca tinha dado um fora em ngm, ent tentei ser o mais gentil possível). E sabe o que ele falou?
"Tu tá de sacanagem com a minha cara, né? Vc sabia q eu gastei dinheiro para ir naquela festa de criança (ele tinha 16 e eu 14) e perdi um evento mtt importante para ir te ver, e agr vc me dispensa assim? Vcs mulheres são todas iguais: dispensam um homem só pq é gordo e n satisfaz seus padrões ridículos e dps ficam reclamando por ficarem solteiras! Vc n tem direito de fazer uma coisa dessas cmg, vc me iludiu, fdp!"
e eu: "me desculpa, cara, eu sei q cometi um erro mas n foi intencional, de verdade.. Eu estou te dispensando justamente pra vc n continuar esperando algo q n vou te dar e q vc possa encontrar isso com outra pessoa, entende?"
"não quero saber se foi sem querer ou n! vc se acha mtt a última bolacha do pacote n é? perdeu a chance de ficar com um cara legal, passar bem!"
Pior q eu tentei voltar a fazer amizade com ele e teve outra situação um pouco pior: ele falou td oq aconteceu pros amgs dele e eles me mandaram um áudio dizendo coisas do tipo: "esse cara queria comer sua bc#,sua fd# do kr#! Perdeu a oportunidade de ficar com um gostosão" (eu com 14 anos na época)
Ele n me defendeu e ainda começou a dizer q eu tinha merecido aquilo.
Hj em dia, ele tá até pior dq no passado, eu tô namorando há 1 ano e meio e minha amizade com o meu ex crush só melhorou com o tempo, até rimos sobre isso hj em dia <3! é isto, beijo, povo e pova! (e pro barbudo mais incrível do mundo, se ele ler minha história <3)
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2020.06.06 07:52 Anoymous_Un4 A História NeoNazista e como eu impedi um massacre

Bom dia/tarde/noite Luba e Turma, não vou enrolar porque meu assunto é muito complicado e estou com muita vontade de falar isso pra todos, apesar de poder me ferrar um dia, por isso o perfil "anonymous" (não faço parte da legião, roubei apenas o nome por questão de segurança) eu vou contar e provavelmente será a minha última vez nesse sub Reddit por questões legais e eu desejo a minha sorte pra que isso não me de problemas futuros. se for ler isso, leia com paciência pra nao entender nada errado. peço que por favor não me leve a mal e não entenda errado, enfim. vamos a história: sou um adolescente, e essa história aconteceu a um tempo atrás, sou de uma escola rigorosa e legalmente "certinha", eu era novato e logo no primeiro dia de aula eu ja fiz muitas amizades, mas só uma importa, o nome dele era "Carls". desde o começo eu achava ele muito estranho e um pouco perturbado, mas nós éramos novatos e tava tudo de boa um achar o outro estranho. mas ao longo dos dias ele começou a ficar muito estranho, principalmente dps de um ocorrido. Eu sou fascinado por história e sei de cór os maiores acontecimentos da humanidade, principalmente a Segunda guerra mundial, e por isso eu tinha muito sobre o que falar de nazismo (apesar de não concordar com nada nazista, eu conheço da história) e por isso eu tinha muito meme sobre a história nazista no meu celular, um dia esse menino pegou meu celular e ficou fascinado com aquilo e achou que brincar sobre o nazismo era legal. enfim, na segunda semana de aula algumas garotas começaram a brincar sobre política na sala de aula, e o Carls teve a brilhante ideia de se intitular um Fascista, ngm curtiu a ideia, ngm achou graça e do nada de dentro dele surgiu uma vontade de falar sobre o nazismo, e por isso se rotulou um NAZISTA na sala de aula na frente de todos. a história se espalhou, obviamente pq era um negócio sério. enfim alguns dias dps no twitter, falaram desse menino lá... e aí começa a merda mesmo eu sou um adolescente que é muito fácil de ser reconhecido, a escola inteira me conhece e modéstia a parte, eu sou muito bonito e fácil de reconhecer. por isso, como eu andava com Carls, eu estava meio que metido na história. enfim, teve uma vez que o Carls olhou pra uma menina e começou a zuar com a cara dela "xingando" ela de feminista e comunista e a menina ficou muito MUITO pistola, e chamou os gados dela pra defender ela, entraram na sala com o maior escândalo pra interrogar o Carls. e adivinha?? sobrou pra mim. eu era amigo dele, coube a mim a explicar a situação, só que eu tava com o controle na mão até q o Carls mandou geral tomar no c* e se escondeu. eu consegui acalmar as meninas mas infelizmente meu nome já tava sujo, e nesse mesmo dia uma menina que estava na confusão teve a ideia de criar um evento no twitter com todos da escola pra bater nesse menino. no dia seguinte a gente tava de boa andando no intervalo e literalmente a escola inteira tava em cima da gente, deram um puta sermão em nós (principalmente pq a maioria da escola é negra, homossexuais e etc) e eu controlei a situação até o Carls pedir desculpa pra escola inteira (felizmente ngm apanhou). ele pediu mas não foi o suficiente. dps do intervalo veio um moleque barbado de fora e entrou na sala de aula e ameaçou de morte o Carls, e nós não podíamos fazer absolutamente nada, só podia ficar quieto no canto e tudo bem. dps disso fizeram corredor polonês na porta da sala. não podíamos sair da nossa própria sala de aula. e o Carls endoidou, ele começou a estudar sobre o nazismo e o que era uma brincadeira pra chamar atenção virou verdade! o menino virou NeoNazista e literalmente inventou uma espécie de tese dizendo que Hitler estava certo, eu já fiquei puto pq aquilo já tava passando dos limites, já deu uma grande confusão no nosso primeiro mês de aula e o menino ainda insistia naquilo!!!!!! e Luba, não parece ser verdade isso mas cara ainda vem o pior. O Hitler Jr. vulgo Carls, além de falar disso começou a falar coisas mais pesadas ainda, como zoar religião, atrapalhar alunos na aula, xingar professores nas costas, inventar histórias mentirosas, e pior, começou a ameaçar a cometer suicidio, mas antes disso ele jurou pela alma dele que antes de se matar ele iria levar mais pessoas com ele. começou a dizer que era a favor de tortura (eu tenho prints!! mas por questões legais eu não posso disponibilizar) começou a dizer que matar era legal, quis tentar me empurrar da escada, falava que ele teria coragem de matar e só precisava da arma, dps ele quis proteger vários ideiais fascistas como censura, porte de armas, tortura, enforcamento em lugares públicos. dps começou a fazer saudações nazistas e gritar "heil fürher" no meio da escola... logo dps disso, eu avisei meu pai sobre tudo isso, e meu pai mandou eu ficar longe desse menino e ficar quieto que uma hora ele ia parar, que era só "drama de adolescente" eu tentei me afastar, e nessa hora meu nome já tava sujo como o Nazista junto com o NeoNazista. e como eu fui o único que aturou ele na escola, ele começou a me perseguir, onde eu ia ele ia atrás mesmo eu falando na cara dele que não queria ele perto de mim, dps começou a ameaçar pessoas perto de mim e tentar me machucar ou me ofender, zoando minha religião e crenças. dps de um longo tempo de sofrimento, de ameaças e tentativas de ele me machucar e várias saudações a Hitler dps a merda da direção chama a gente na escola. e sabe como eles nos descobriram?? pela minha aparência. que chama muita atenção e por isso era fácil de saber quem era, era só falar "a o fulano que tem tal coisa tal coisa é nazista", enfim, ficamos mais de 1 hora pra explicar a situação e eu tentei me livrar do meio, e dps o diretor explica pra gente que isso que a gente tava fazendo era um crime, que daria 5 anos de cadeia eu tava tremendo de medo, quase chorando na frente do diretor pq eu não era nada disso!! eu tava sendo acusado de fazer apologia ao nazismo por ter meme sobre e "andar" com um NeoNazista. enfim, e ele sem forçar nada, o diretor nem obrigou nem se esforçou pra ele falar, ele foi e admitiu que gostava do nazismo e que era legal. o diretor ficou muito surpreso e na hora chamaram meus pais e os pais dele, mas antes me chamou primeiro pq viu que eu tava sendo sincero que eu não tinha nada q ver com o assunto. ele conversou com meu pai no whatsapp e eu fui com ele no mesmo dia na escola conversar sobre, e ficamos 3 horas lá dentro arrumando tudo. mas aí piora meu pai ficou pistola pela escola não ter uma segurança boa e não ter visto a confusão acontecendo antes quando tava na raiz do problema, e aí ele começou a ameaçar a processar a escola, e começou a xingar o diretor e perdeu a cabeça lá dentro dizendo que ia mandar demolir a escola (digamos que... meu pai tenha um certo poder na sociedade... ele pode realmente fazer isso) e nesse momento que a escola resolveu agir pq viu que meu pai tava certo, e aí eu tive que reconhecer o rosto de todo mundo que começou a confusão que queria bater no Carls e tbm quem ameaçou matar ele e etc. e dps disso eu falei pro diretor o que Carls falava sobre cometer suicidio, mas antes um massacre, contei tudo, dedurei o moleque pelo bem da escola. o diretor começou a tremer de raiva pq ngm da escola viu aquilo antes, e aí ele pediu pra eu ir no twitter, mostrar o que aconteceu mostrar os memes nazistas, mostrar as conversas, eu Tive que tirar print e mandar pra ele. enfim eu falei tudo o que ele precisava ouvir. totalmente em anonimato, ele não falou que era eu (outro motivo por eu ser anônimo aqui) enfim. dias dps eu ouvi o diretor conversando com todos os professores sobre, e todos estavam muito estressados por aquilo tá acontecendo, a gente literalmente mudou a carga horária de uma escola, isso é praticamente impossível e eu tinha 15 anos na época!!!!! começaram a ter reuniões todo santo dia, inclusive com advogados e etc. enfim. dps daquele dia o diretor enviou uma ordem jurídica pra ele ficar não sei quantos metros de distância de mim, pq ele tava denegrindo a minha imagem lá dentro além dele ser uma ameaça pra mim. meu pai continua querendo processar a escola. e eu tive que abrir queixa contra ele e livrei meu nome de nazista (legalmente falando. pros alunos eu ainda sou um nazista de merda). felizmente não sei o que aconteceu com o Carls só sei que a escola disponibilizou terapia pra gente todos os dias. a ordem jurídica ainda tá em pé e provavelmente ele vai ser expulso e mandado pra algum lugar pq ele literalmente cometeu 6 crimes (apologia ao nazismo, racismo, homofobia, além tbm de ser misógino, difamação, tentativa de homicídio, ameaça de tentativa de assassinato em massa) felizmente eu avisei antes de acontecer algo sério porém eu ainda corro risco de ser morto por dedurar o Carls, ele é um psicopata, não sei o que ele pode fazer. e tbm não posso dizer mais detalhes (sim tem mais coisa) pq se não eu literalmente posso me ferrar judicialmente ;;-; graças a Deus não aconteceu nada comigo e nada com nenhum colega escolar ele tá proibido de encostar em mim, pq se não a polícia federal entra no meio ;-; o mais difícil agora vai ser limpar pros alunos o meu título de nazista Veja pelo lado bom, eu evitei a morte de pessoas ;-; mas isso pode custar minha vida. e a KKK além disso eu ganhei terapia de graça e um curso de alemão KKK (sim, a coordenadora me deu um curso de alemão, achei genial) enfim luba espero que tenha entendido, a muito tempo eu quis falar isso a público porém eu não podia, isso é muito estranho pq aconteceu no primeiro semestre de aula de um garoto de 15 anos e até hj eu estou no caso, tenho ajuda psicologica pra aguentar todas as ameaças e tudo o que aconteceu. isso eu queria que fosse fic, mas infelizmente não é. muito obrigado tbm por ser uma válvula de escape, e me sinto bem em falar (mesmo que em anonimo) pq eu estou raumatizado, ouvir alguém me chamar de nazista me faz ter crises pesadas até porque, eu não disse antes ;-; mas eu sou descendente de judeu...
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2020.01.13 04:16 curiosity_br Moto Que IA Ganhar, Timidez, Garota Que Gosto & Aparência (UPDATE)

Sobre a moto que ia "ganhar"(vender minhas vacas), meu pai disse que ia ver isso em janeiro, TALVEZ, ou seja, acho que não vai rolar... Odeio depender dos outros pra fazer algo pra mim, principalmente do meu pai que é enrolado pra tudo, desde quando eu era criança, tudo que ele vai fazer só faz pq minha mãe enche o saco... Me deixa muito frustado.

Meus pais continuam falando merd cmg e me colocando pra baixo, quando estão em casa parece que sugam minha energia, meu pais me irrita muito, detesto barulho e ele... minha mãe so fala mal de mim, e briga por tudo, as vezes ate fico cansado, me sinto sufocado...

MINHA APARÊNCIA:
Esse ano é meu último na escola e aparentemente vou voltar mais feio do que quando sai. Não tinha notado isso, mas de tanto minha mãe falar, percebi que meu rosto ta todo queimado de sol(todo dia vou mexer com caralh de vacas que detesto essa porr--)

NÃO SERIA TÍMIDO:
Acho que se meus pais não me criticassem tanto, sobretudo minha mãe, o fod- que percebi que faz isso com todo mundo, ate com meu pai, so que eme fod- mais pq fico com ela mais tempo... Não seia tímido, pq pra falar a verdade cheguei a conclusão que no fundo não ligo pra nada, aparência, opinião dos outros... So que meio que ela me fez ligar, ela sempre faz... por exemplo, não ligo pra roupas, nem entendo muito bem nada sobre isso, deve um dia que a gente tava brigando sobre isso, ela falou que eu "não andava igual um rapaz, parecia um gay", fiquei muito puto, meu pai acho q se sentiu mal por mim.... Ela sempre fala essas merd-s vive falando que pareço gay, ou pareço mulher por ficar em casa no meu quarto... Acho que as únicas coisas no mundo que me machucam...

SOBRE A MINA QUE EU TAVA AFIM: (QUASE 18 E AINDA BV, WOWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWW)
Eu oficialmente declaro que desisti, ela é tudo que procuro em uma alguém pra namorar, não me apaixono fácil, gosto de meninas inteligentes, ela realmente é... Desde o começo das mensagens sentia que não ia dar em nada, mas insiste... No fim consegui fica bem próximo dela, pra mim curtia falar cmg, mas sla, parecia que faltava algo sabe... Era como se eu sempre estivesse me esforçando mais pra falar do que ela, ou seja, eu divertia ela, apoiava e ela so gostava... Na minha opinião foram raros os momentos em que realmente estávamos conectamos, só continuava falando por causa deles... Mas agora recentemente, desisti.

Pra mim nossas conversas eram extremamente divertidas ou chatas, por culpa dela, as vezes queria falar algo ou sla... E sempre notei esse padrão nela, de manda qualquer coisa e um "kkkk", dava pra saber de longe quando não queria conversar ou tava ocupada... E recentemente não sei é por causa da internet ou sla., mas demorava mais a responder, e as vezes visualizava e dps de uns 2 min respondia... Mas isso de boa... Ela vale a pena...

O que me cansou de verdade foi o fato de me esforçar(apoiava, fazia piadas, tentava deixar a conversa sempre leve,falava as coisas que notava nela.. Nunca esqueci nada q me disse) e n conhecia isso como eu queria,raras exceções... Pra mim consegui fazer ela me conhecer agora, sabe que sou um cara legal e tal... Mas sentia que parece que so me usava pra divertir ela, sla, odeio isso...

Resolvi parar de falar, desteto isso, pq gostava de falar,sempre me desestressava, falar algumas besteiras e esquecer dos problemas...(Só falava a noite, não era um pegajoso)
Fico meio triste pq todas as garotas que ja me interessei sempre chega um ponto que tenho que me fastar q não vejo o mesmo retorno ou então migalhas... Não quero ficar com qualquer garota, queria...

VOLTANDO AS AULAS, VAMOS SER DA MESMA SALA DE NOVO, sinceramente tenho um pouco de preguiça e vergonha de ter que falar com ela nesse agora, pq basicamente me abri com ela, não falei que gostava dela, mas falei algumas coisas pessoais que n falaria pra outras pessoas, e falei bastante coisas que notei nela. Acho que ela vai querer falar cmg quando tiver alguma oportunidade, ai que complica, não quero ter pressão de ser engraçado como na internet nem nada, se ela me ignorar acho que ficaria +feliz, mas provavelmente vai dizer algo... Não sou de me abrir com ngm por isso, agora me sinto muito exposto, encarar ela nos olhos agora vai ser difícil, ja era antes agora....

No fundo acho que se eu fosse outro cara, ela se apaixonava, acho que é pela aparência, mas fdc. ISSO SO ME MOTIVA A VOLTAR PRA ESCOLA MENOS FEIOSO E ME TORNAR MENOS TÍMIDO... APESAR DE ESTAR COM A CARA FERRADA DE SOL, O CABELO CHEIO DE CASPA, FIOS BRANCOS E TODO PELUDO!!!!!!!
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2020.01.13 01:20 liquidflamingos Ser feio me entristece

Vou ser breve. Ser assim como eu sou me deixa triste, me impede de ficar com as garotas que gosto e sempre sou ignorado. Alguns amigos meus não acreditam que me vejo assim. Na mente deles eu sou um 7/10 (ridículo dar nota pros outros eu sei, mas enfim), já fiquei com um tanto considerável de garotas e algumas amigas dizem que eu não sou feio. No entanto de cada 10 meninas que eu chamo, somente 1 responde, meu Tinder não tem praticamente nenhum match faz um mês e eu não tenho nenhuma relação sexual devem fazer quase dois anos. Sinto que vou chegar aos 30 sem ter experiência suficiente. Eu acho que sou simplesmente feio e deveria aceitar isso.
Sobre o meu papo, eu sou um cara legal, bem humorado, sei conversar mas aparentemente minha aparência acaba se tornando um obstáculo.
Eu só queria ser razoavelmente atraente, sabe? Daqueles que a menina pensa "É bonitinho, vou dar uma chance" mas nem perto disso.
Ficou tudo muito raso, mas é o quanto quero me expor em relação a isso aqui, pelo menos até o momento.
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2019.12.30 23:02 curiosity_br Fico Frustado CMG Mesmo!

Fico muito frustado cmg na hora que tenho que falar com pessoas que quero muito, na grande maioria não consigo agir do jeito que quero por causa da timidez... Isso me atrapalha muito, me prende... Quase 18 e ainda bv.
Quando era mais novo, pensava que as garotas não gostavam muito de mim pela aparência. Com o tempo percebi que na real o meu maior problema é a timidez.

Isso me deixa muito frustado cmg mesmo, pq quando consigo ser eu mesmo... Sem ficar tímido, consigo ter uma conversa legal com as meninas que gosto... Enfim, é tipo vc ter um mustang mas não saber dirigir....

Esse ano foi uma merda, mas perdi um pouquinho da timidez... Um pequeno avanço. Consegui falar com uma garota sozinha, sem ficar com vergonha, e com outra, tava com meus amgs na sala de aula, mas fiquei feliz, consegui entrar na conversa e ficou só nos dois conversando, e consegui fazer ela rir, me senti muito bem... Nesse dia tava meio nem ai pra nada, tava de cabeça quente, quando to assim minha timidez desaparece, aproveitei pra falar com ela... Fiquei bem orgulhoso, nem sabia que poderia fazer isso.

Eu tento melhorar não ficar com vergonha, mas é difícil, na hora o nervosismo sempre surge como um raio...

Minha auto-estima não é muito boa, mas sei que tenho qualidades e sou interessante, e não conseguir mostrar isso, é frustante... Sou bem observador, e as vezes vejo alguma garota que tem os mesmos gostos que os meus, mas não tenho coragem pra falar alguma coisa... Mesmo que uma simples palavrinha sobre o assunto só pra ela saber que gosto daquilo tbm...

Não sou um cara sem amigos, ou isolado... Então, slá...
O próximo ano é meu último escolar, quero tentar ficar um pouco menos tímido esse ano. Troco msgs com uma menina da minha sala, ja ha algum tempo, e gosto dela(fiz alguns posts), temos +gostos em comum e ela é mt inteligente amo isso. O problema que basicamente nunca falei com ela pessoalmente direito, no próximo ano vou ter que mudar isso, acho assustador, pq não quero estragar... A gente ja ta bem próximo, sinto que realmente to perto de fazer ela gostar de mim...

O problema é falar pessoalmente ano que vem... Ela era uma que via que tinhamos mt em comum, mas não consegui falar nem uma palavra pessoalmente, o pior que tive inúmeras chances... Simplesmente não quero estragar o que temos agora.

O pior que vejo caras babacas com garotas legais, isso so me deixa mais frustado cmg mesmo... Se não fosse tímido, tudo seria bem diferente. Essa menina por exemplo, se não fosse tímido, teria falado com ela na sala, e talvez ia conseguir algo +rápido. O pior é pensar que posso estragar tudo pro causa dessa timidez...

Não fico frustado com as garotas, fico cmg mesmo, pq como disse, sei que posso fazer e se fizesse ia conseguir... Isso só me deixa +pra baixo...
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2019.10.18 02:45 Rafaelkb Interface de carne (eu to traduzindo essa merda e é bem maneiro)

Nos experimentos da MKULTRA, a CIA dosou LSD em sujeitos sem seu conhecimento para ver como eles reagiriam. Oque ainda não veio a tona é que o MKULTRA era um projeto intra agência. A CIA criou novos departamentos e os fez ingerir doses regulares de LSD e outros psicoativos para ver como os departamentos iriam divergir e mudar comparado aos departamentos normais.
....
Inteiros projetos e hierarquias foram criadas com todos os involvidos inconscientemente sob influência de LSD. É assim que "cama portal de restrição " e "interfaces de carne" foram criadas. Por uma grandiosa hierarquia psico-mutada. A coisa toda tinha que ser eliminada, mas a tecnologia que ela criou foi revolucionária. O governo dos E.U.A. tentou pacificar o vietnam vila por vila usando o Programa Hamlet Estratégico, basicamente fechando vilas que tinham pouca ou nenhuma influência vietcong. Eles tentaram experimentos mais extremos onde eles isolaram as vilas ou grupos de vilas, não permitindo ninguém a entrar ou sair por períodos acima de quatro anos. Em algumas das vilas, pessoas simplesmente morreram de fome. Em outras, vilas mais auto-suficientes, as pessoas conseguiram passar raspando. Foi notado que em várias vilas em que essa técnica foi tentada, movimentos sociais messiânicos ou millenares começaram a se espalhar. Em 16 incidentes separados, vilas foram capazes de independentemente inventar "interfaces de carne" e "Portais não-eletricos", e foi suposto que essas vilas estavam sendo dosadas com LSD por longos períodos de tempo, e era sua mutação intelectual que permitia esses 'avanços'. As interfaces de carne foram eventualmente destruídas pelo exercito vietnamita do norte com um terrível custo de vidas. ... Estou surpreso que eles usaram submarinos nucleares nas Ilhas Malvinas, considerando a proximidade da batalha em relação a zona de incidente submersa ao redor do chamado portal Artigas. Oque eu entendi é que, o portal foi aberto por causa de experimentos na estação Antártica da CIA no começo dos anos 80, as ilhas Malvinas rapidamente se tornaram o centro de uma pesquisa sobre portais. Sendo submerso, o portal tinha uma enorme zona de incidentes, e segmentava baleias e os detritos sempre eram levados as margens das ilhas. Eles encontraram uma baleia que havia sido segmentada perfeitamente no meio por um disturbio na zona, fazendo um corte perfeito na criatura. Eles tambem encontraram centenas de criaturas "chitinous cruciform ", certamente não terrestres. De qualquer forma, se um submarino nuclear houvesse entrado na zona incidente , poderia ter sido desastroso, mas acho que eles consideraram o risco aceitável. ... Os soviéticos designaram grandes porções dos campos da Ucrânia como "populações de colheita". Basicamete, sua comida e água era dosada com LSD e eles alcançaram oque os Soviéticos chamam de "integração". Isto significa que a população local inventou interfaçes de carne de forma independente. O exercito soviético colocou a area sob quarentena e tentou remover as interfaces de carne para uso próprio. Geralmente sem sucesso e com grande perda de vidas.
Muitos soldados e cientistas foram segmentados, como acontecia na zona incidente. Então eles acabavam como pessoas faltando membros, cortados no meio, etc. O interessante é que pessoas podiam viver por até bastante tempo apesar da segmentação. Isso levou os soviéticos a acreditar que as partes que estavam faltando ainda existiam em algum lugar desconhecido. Uma das teorias é que estavam em algum lugar interdimensional. E eles erraram um pouco. ....
Dubai provavelmente tem o maior índice de incidentes com flutuações-livres não-interfaçe que qualquer outra area metropolitana do mundo. Em um incidente, um grande grupo de imigrantes trabalhadores foram segmentados em uma instalação subterrânea. Perfeita segmentação com cortes transversais pela parte frontal. Voce podia ver os pulmões funcionando, comida sendo digerida, sangue sendo bombeado dentro do coração, tudo. Eles sobreviveram quase 5 meses nesta condição. Absolutamente fascinante de se ver pessoalmente. Havia também um grupo escolar de crianças que foram levemente segmentadas, em algumas extremidades do corpo. Não há interfaces de carne conhecidas em Dubai. No entanto, é sugerido que a arquitetura é realmente baseada na geometria da interface e carrega um poder de potencial latente. As segmentações em massa continuam sendo um dos aspectos mais misteriosos das interfaces. Eles parecem mostrar que as interfaces se concentram na carne, fazendo juz ao seu nome. ... Basicamente, quando você olha as histórias do comportamento de Elizabeth Bathury, parece que ela está tentando construir uma interface de carne. Mas é conhecido que, para inventar uma interface de carne, deve-se estar sob a influência de LSD por longos períodos. Como o LSD não tinha sido inventado durante a vida de Elizabeth, provavelmente é apenas uma coincidênca. No entanto, é uma teoria tentadora. ... Obviamente, não consigo definir uma interface de carne em termos de propósito ou composição ou mecanismo. Só posso listar os vários fenômenos que estão relacionados a eles. O maior entre estes é a criação de uma zona de incidente em que os objetos são espontaneamente segmentados, quer dizer, partes dos objetos simplesmente desaparecem, mas os objetos continuam a se comportar como se as partes em falta ainda estão presentes.
Além disso, você vê túneis complexos criados na Terra. Estes foram chamados de "fazendas de formigas". Em interfaces submersas, você obtém organismos cruciformes citines. Estes organismos Sui Generis são pensados para ser o resultado em processos evolutivos que ocorreram em um ambiente diferente da terra. Esta é uma especulação, mas neste caso, eu concordo com ela. Então houve os cilindros metálicos gigantes que aparecem e sofrem segmentação espontânea contínua. Estes são geralmente com 10 metros de diâmetro no mínimo e podem ficar muito maiores, e só ocorrem em interfaces muito grandes, isto é, Portais. Além disso, os fenômenos são muito variados para mencionar, e diferentes para cada interface. ... Muitas pessoas pensam que um portal é simplesmente uma grande interface de carne. Isso é verdade. Um portal é uma grande interface de carne. Mas também é mais do que isso. Um portal é, como o nome implica, uma maneira de enviar objetos entre o local do portal e onde quer que as várias saídas estejam localizadas. (Isto é, as chamadas cidades alien irmãs) Os portais geralmente são, mas nem sempre, acompanhados pelos grandes cilindros metálicos flutuantes. O maior portal acima da água que eu conheço ocorreu na Nova Zemala e existiu por várias semanas antes de ser destruído pelos russos com a "Tsar bomba". Neste caso, os cilindros metálicos estavam há milhas de altura e cobertas de recursos raramente vistos em outros cilindros: luzes piscantes, nódulos e até coisas que chamavamos de antenas. Eles assumiram uma aparência muito artificial. Isto é, eles parecem ser construídos em tecnologia em vez de fenômenos que ocorrem naturalmente.
Os próprios cilindros são artefatos sendo enviados através dos portais? Ou eles são fenômenos criados pelas interfaces de carne da mesma forma que o gigante cogumelo de fumaça é criado por uma explosão nuclear? Isso não está claro. Eu queria poder mostrar fotos de vocês, cilindros Novaya Zemlya. Eles realmente eram lindos, levantando milhas no ar ártico, como grandes torres alienígenas, tingidos pela vastidão das distâncias envolvidas. Embora tenha sido certamente necessário destruí-los, e temos uma grande dívida para os esforços incansáveis dos sovieticos para destruir a interface, às vezes eu queria que ainda estivesse lá. Pelo menos então, haveria algo, alguma evidência. ... Em resposta ao que a CIA tinha "realizado" com sua estação antártica em Artigas, os soviéticos construíram uma estação maior em Novaya Zemlya no ártico. 30 mil prisioneiros e uma concentração de gás excepcionalmente pura criou uma interface de carne que passaram por todas as sete etapas em menos de treze minutos e se tornaram um portal completo. Dentro de um dia, os típicos cilindros metálicos flutuantes foram visíveis, e dentro de 3 dias estavam se estendendo milhas para o céu. Os soviéticos rapidamente perceberam que o portal estava crescendo fora de controle. Em instâncias anteriores, eles simplesmente teriam bombardeado o local do ar. Mas neste caso, os enormes cilindros e zona de incidente, se estendendo ate a borda do espaço, impossibilitava isso junto com ataques de mísseis. Havia também uma zona lateral de incidência excepcionalmente grande ao redor do portal, com segmentação ocorrendo a quilômetros de distância do local. Alarmado com o crescimento descontrolado da zona e o crescente túnel subterrâneo (também conhecido como "fazendas de formigas") os soviéticos trabalharam fervorosamente para construir uma bomba de hidrogênio de poder sem precedentes, que poderia ser detonada do lado de fora da zona de incidente e ainda derrubar o portal. A taxa constante de crescimento na zona de incidentes forneceu um prazo exato, que eles conseguiram cumprir com apenas duas horas de sobra. Um pouco mais tarde, a bomba não poderia ter sido colocada de modo a desmoronar a interface. Em suma, o mundo chegou em duas horas sendo submetido a uma interface de carne descontrolada e talvez ao fim da civilização como a conhecemos. Antes do colapso do portal, no entanto, os soviéticos haviam adquirido conhecimento em primeira mão de uma das chamadas cidades irmãs. Em outras palavras, alguém entrou no portal e voltou. ... Sempre achei o sonho de Lisa um bom ponto de partida ao tentar entender os efeitos psicológicos da "viagem". Lisa era uma menina de 9 anos enviada pela interface Groom Lake em 1975. A interface Groom Lake se conecta à chamada Cidade das Irmãs (tecnicamente, "locus persistente"), conhecida como "Os Templos Suspensos". Ela ficou lá por 5 dias no tempo normal, mas apenas 48 segundos além-do-tempo, uma discrepância acentuada. Ao retornar, ela não se lembrou de nada além de ficar sonolenta por um momento. Ela dormiu bem naquela noite e, pela manhã, contou um sonho aos médicos, antes de morrer mais tarde naquele dia. Uma transcrição direta do áudio de sua entrevista: " Era primavera e chovia o dia inteiro, mas a chuva parou logo antes do pôr do sol. Então, todas as nuvens estavam planas e o céu estava realmente laranja. E a grama estava toda molhada de chuva e havia vagalumes ao redor, e estavam lá em cima, lá no céu, e eram grandes. E eu e minha vó saímos para essas colinas, passando pela periferia da cidade, e embaixo das colinas havia pessoas dormindo. Não em cavernas. Eles estavam enterrados sob as colinas. As pessoas estavam dormindo, mas estavam se abraçando. Famílias, tipo mães e pais e crianças pequenas. Apenas embalados juntos, alguns milhares. As colinas foram explodidas como balões porque estavam cheias de pessoas. Como o estômago de uma mulher grávida. Minha avó me disse para me deitar, mas eu não queria. Ela deitou-se e foi sugada pelo chão. Eu ouvi a voz dela saindo do chão e me dizendo para entrar." ... Seria fácil dizer que os soviéticos descobriram o segredo de sobreviver a "viagem" porque eles eram mais implacáveis, mais dispostos a sacrificar vidas inocentes. Mas não havia realmente falta de implacência por parte da CIA. Foi realmente apenas uma questão de abordagem. Os soviéticos se aproximaram do mistério das interfaces de carne da mesma maneira que se aproximaram do seu programa espacial. Os primeiros seres humanos no espaço (os chamados "cosmonautas perdidos" que nunca foram oficialmente reconhecidos) eram apenas pessoas comuns, escolhidos dos gulags, sem mais controle sobre suas missões do que a cadela Laika. Os americanos, por outro lado, começaram com homens profissionais, geralmente das forças armadas. Da mesma forma, quando foi descoberto que objetos e até animais que entravam na interface da carne ocasionalmente voltavam ilesos, os americanos começaram a treinar homens para entrar nas interfaces. Porque eles selecionavam seus homens de certas fileiras militares, tinham idades semelhantes. Os soviéticos, no entanto, usavam prisioneiros, que tinham uma faixa etária muito mais ampla, e assim conseguiram descobrir a correlação essencial: quanto mais jovem uma pessoa, maior a probabilidade de sobreviver a "viajem", e maior o tempo que eles sobreviveriam após a viagem. Eles descobriram que pessoas com uns 20-e-alguma-coisa eram muito mais prováveis de sobreviver (embora em um estado horrivelmente alterado ") do que pessoas mais velhas. Eles descobriram que as pessoas nos seus vinte e poucos anos se saíam melhores do que aqueles com mais de vinte. Os adolescentes se saíam ainda melhores. Então, apesar de toda a computação moral, era realmente uma questão de tempo antes de enviar uma criança. E foi apenas depois que a primeira rodada de crianças que eles tiveram uma pequena idéia do que estava no "outro lado". ... Até encontrarmos a vila, suspeitávamos que os detectores fossem apenas acessórios. Ninguém acreditou que iria ser assustador. Apenas brinquedos dados pelos caras da CIA para nos tranquilizar. 3 dias através da selva, e esses detectores não detectaram uma maldita coisa. Mas antes mesmo de vermos a primeira cabana, as agulhas em todos os detectores começaram a se mover em uníssono. Se eles fossem brinquedos falsificados, seria um efeito especial legal. As agulhas balançaram para frente e para trás e todas as pequenas caixas de metal deixaram esse assustador ooaaoaaaaooo som em uníssono, como um coral escolar. Bem estranho. Nós desligamos eles. Como instruído, tratamos todas as vietnamitas como combatentes, e matamos todos eles. Embora não houvesse nenhuma resistência. Alguns tinham armas, mas a maioria estava desarmada. Nenhum lutou de volta. Eles nem sequer correram. Eles estavam apenas sentados ao redor, descansando embaixo do sol, e nós atiravamos neles onde os encontrávamos. Trabalho sombrio. E muito estranho. Isso provavelmente nos assustou mais do que os detectores. Era como se estivessem esperando para morrer. Depois de limpar a aldeia, não sabíamos o que fazer. Então, ligamos um dos detectores e andamos por aí para ver o que que estava rolando. O detector começou a ficar louco em torno de uma das maiores cabanas no meio da aldeia. Nós já tínhamos limpado ela, mas nós entramos novamente. Havia um grande altar no interior, com velas e budas e placas de ouro com letras e merdas. Achamos que talvez uma das estátuas de Buda estivesse acionando os detectores, mas não. A cabana estava muito quente e abafada. Mesmo para os padrões incrivelmente úmidos do Vietnã, era incrivelmente, incrivelmente úmido lá. Até as estátuas de Buda estavam suando. Seus rostos estavam literalmente revestidos com gotas de umidade. Todo mundo percebeu que havia algo estranho no ar. Havia algo de errado com a pressão. Então jogamos tudo. Pegamos toda a merda e jogamos fora da cabana. É claro que, quando pegamos a grande plataforma que segurava o altar, havia algo debaixo. Era um poço feito de carne. Talvez um metro e meio de diametro e descendo cerca de cinco metros antes de fazer uma curva e sair de vista. Quando eu digo, "feita de carne", quero dizer, parecia o interior da garganta de alguém. Molhado, avermelhado meio carne. Nós já ouvimos falar que eles estavam construindo túneis, mas isso era ... Nós realmente não conseguimos entender o que estávamos olhando. Estava respirando. A carne brilhante ondulava e este ar quente saiu, e sentia e cheirava como alguém respirando diretamente no rosto. O suficiente para te deixar enjoado. Eles nos disseram que "Nós saberíamos quando vessemos". Bem, nós vimos, e nós sabíamos. Nós passamos as coordenadas por radio e corremos pra cacete. ...
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2019.10.06 04:28 altovaliriano Eddard Stark

George R. R. Martin reiteradamente afirma que nenhum personagem está a salvo da morte, uma noção que ele lapidou muito habilidosamente para estabelecer na saga. A primeira pedra da fundação desta estrutura é lançada com Eddard "Ned" Stark, ao final de A Guerra dos Tronos.
Ned é visto como personagem central do primeiro livro, no qual ele é apresentado como um pai amoroso, marido dedicado, amigo querido, líder confiável, vassalo leal, homem devoto e cumpridor de sua palavra e deveres. Estas qualidades são apontadas como as razões pela qual os leitores o identificam como o herói da história e alguém para quem torcer.
A história do personagem todos sabemos. Ned estava feliz no Norte com sua família quando notícias de que seu antigo protetor e pai de criação teria sido assassinado e seu rei (e amigo de infância) o nomeia como substituto no cargo de Mão do Rei. Desde o momento em que Ned aceita (relutante) o cargo, sua família começa sofrer com os atritos políticos entre Eddard e a família da Rainha. Em Porto Real, Eddard vai de peixe fora d'água a persona non grata enquanto investiga as circunstâncias da morte de Jon Arryn, até que perde todo o apoio político que tinha na capital com a morte do Rei Robert. Eddard tenta fazer justiça, mas é traído, humilhado e acaba por sequer ganhar a misericórdia que lhe foi prometida.
É muito apontado que Ricardo Plantageneta, o 3º Duque de York (1411-1460) seria a inspiração histórica de GRRM para Eddard Stark. O líder de sua Casa de York nos primeiros anos da Guerra das Rosas havia sido nomeado como Lorde Protetor e Regente da Coroa quando o Rei Henrique VI sofreu um colapso nervoso, traiu a Coroa e enfrentou a Rainha Margaret de Anjou, da Casa de Lancaster, mas acabou derrotado e teve sua cabeça exposta nos portões da cidade de York.
Outra inspiração histórica apontada é um dos filho de Ricardo, que viria a reinar como Ricardo III, que havia tentado usar o testamento de Eduardo IV para se tornar regente de Eduardo V... somente para depois anular o casamento de sua cunhada Elizabeth Woodville com o irmão, declarar seus sobrinhos como bastardos e tomar o trono para si. No fim, foi derrotado pelos filhos do primeiro casamento de Elizabeth.
Mas nenhuma dessas personalidades históricas pode ser tomada como referência direta à Eddard Stark, uma vez que a forma como Martin retratou Eddard parece ter sido moldada tendo em vista as necessidades da ficção e não como um estudo da história do mundo real. Portanto, é necessário avaliar a construção da personalidade de Ned Stark dentro das exigências de "As Crônicas de Gelo e Fogo".
Assim, para entender Eddard, proponho questionarmos sua criação, suas relações pessoais e suas relações políticas.
EDDARD, O ANIMAL HUMANO
Eddard nasceu como segundo filho de Rickard e Lyarra Karstark, mas sem demora foi substituído como caçula por Lyanna e Benjen. Ser um filho do meio já evoca uma série de questões sobre auto-estima e favoritismo em um núcleo familiar, especialmente em uma sociedade como a de Westeros, em que toda a fortuna da família é passada apenas para o primeiro herdeiro na linha de sucessão.
Tudo isto parecia ser verdade na família Stark. Ned relata que foi seu irmão mais velho, Brandon, quem recebeu toda a educação senhorial e era tido como o próximo senhor, até mesmo por Eddard, que não nutria nenhuma esperança de herdar Winterfell.
Neste contexto, o papel que um segundo irmão deveria desempenhar era o de leal vassalo do irmão mais velho. Não sabemos se a personalidade de Eddard foi determinante para que ele absorvesse essa postura ou se estas lições lhe foram passadas por seus pais ou por Jon Arryn. Contudo, sabemos que é assim que Eddard entendia seu papel dentro de sua família. Afinal, foram a estas lições que ele recorreu quando explicou a seu segundo filho, Bran, qual deveria ser seu papel diante do primogênito Robb.
De todo modo, se seu papel secundário e instrumental não estava claro durante sua infância em Winterfell, deve ter ficado muito claro quando foi enviado para o Ninho da Águia, para ser criado por um estranho. Ao contrário de Robert, Ned parece ter voltado pouco para a sede de sua Casa durante sua adolescência, fazendo com que seus laços com sua família e os nortenhos fossem notoriamente mais fracos do que os de Brandon, que foi criado em Vila Acidentada. Na verdade, Brandon era de tal carisma que conquistaria amigos até mesmo no Vale de Arryn.
Por outro lado, Ned é descrito como tímido, reservado, com aparência solene, coração e olhos gelados que parecem julgar os outros com desdém. Talvez isso tenha sido desenvolvido depois de adulto, e em razão das adversidades que enfrentou. Talvez estas características estivessem com ele desde que ele fosse criança. Assim, é possível que tenha deixado poucas amizades para trás quando partiu com oito anos para o Ninho da Águia.
Uma vez sob a tutela de Jon Arryn, a vida parece ter sido diferente. Como Jon Arryn havia perdido sua segunda esposa, irmão e sobrinho e não tinha filho algum, Robert e Ned eram como se fossem seus filhos mais velho e mais novo, respectivamente. Durante os nove anos que ficou por lá, é imaginável que Eddard tenha recebido muito mais deferências do que recebia de seu próprio pai em Winterfell.
Na verdade, a propalada honra de Ned Stark pode ser mais fruto de sua criação junto a Arryn do que derivada dos Stark. Não só porque a honra é uma das marcas daquela outra Casa ("Alto como a honra"), como o próprio Jon Arryn demonstrou que punha a honra frente a cega obediência (como quando se recusou a entregar Robert e Ned a Aerys e iniciou uma Rebelião por isso).
Já sobre os Stark de Rickard, por sua vez, paira uma suspeita de que tinham tanta sede de poder e influência quanto tinham de sangue (o tal "sangue de lobo"). Talvez por isso também que sejam tão notórias as diferenças entre Eddard e seus irmãos. Para além de uma mera incompatibilidade de gênios, pode ter havido uma incompatibilidade de criação.
Eddard não deixou de amar os irmãos, entretanto. Ainda que ele condene as atitudes de Brandon e Lyanna, Ned encomendou estátuas mortuárias para todos eles nas criptas de Winterfell, algo inédito na tradição Stark, que demonstra quão profundamente sentimental ele era, especialmente para seus familiares que tiveram um fim trágico.
Contudo, as vezes parece que a verdadeira família de Eddard, aquela que era dona de seu coração era triângulo que formava com Jon Arryn e Robert Baratheon. De fato, ao saber primeiro da morte de Arryn e depois da visita de Robert logo no começo de A Guerra dos Tronos, Ned vai da escuridão a luz: ele perdeu uma parte importante de sua família postiça, mas outra está a caminho para uma visita inesperada.
Por alguma razão que eu ainda não entendo completamente, entretanto, Ned parecia amar Lyanna acima até mesmo de Robert (apesar de ele achar que Robert tinha uma devoção por ela ainda maior do que a dele - AGOT, Eddard I). Nas memórias de Eddard, Lyanna era uma "menina-mulher de inigualável encanto" e, se foram verdade as especulações de que Lyanna o teria visitado às vezes enquanto ele esteve no Vale, poderia ser um indício de que entre ele e Lyanna havia uma intimidade ímpar na família Stark.
Durante "A Guerra dos Tronos", há vários instantes em que essa intimidade e as promessas que Lyanna requereu em seu leito de morte ecoaram. Mas um dos momentos que eu julgo mais significativo foi quando Robert, também em seu leito de morte, cita e imita Lyanna:
Saudarei Lyanna por você, Ned. Tome conta dos meus filhos por mim. [...]
– Eu… defenderei seus filhos como se fossem meus – respondeu lentamente.
(AGOT, Eddard XIII)
Esta coincidência parece indicar que Lyanna e Robert foram as figuras fraternas centrais na vida de Eddard.
NED, PARA OS ÍNTIMOS
Já foram explorados acima vários aspectos da personalidade íntima de Ned. Mas é preciso discriminar melhor. E o primeiro deles se refere à visão que, durante a infância, Ned tinha de sua família e vice-versa.
Sobre seu pai e mãe, pouco conhecemos através de Ned. E isso parece indicar que há uma distância, tanto porque não era um filho com deferência de nenhum deles, quanto porque ele desenvolveu sua psicologia longe de casa, sob a tutela de sua icônica figura paterna, Jon Arryn.
Sobre seus irmãos, Ned passou a vida à sombra de Brandon (sendo suplantado por ele até na tarefa de conseguir para si próprio uma dança com a garota por quem ele se apaixonou), mas até parecia apreciar esta posição, pois sentia-se mais confortável na posição de irmão cumpridor de seu dever.
Quanto à Lyanna, há muitos indícios de sua intimidade, o que talvez decorresse de seu temperamento analítico, em contraste com o sangue de loba dela. O modo como Eddard tentou persuadir Lyanna de que Robert seria um bom partido parece revelar que Eddard pensava ter algum influência sobre ela. Ao mesmo tempo, Eddard afirma que Robert não conhecia a garota como ele. Pode ser, inclusive, que a falta de de rancor de Eddard por Rhaegar e sua reação mais moderada quando o príncipe a coroou Rainha da Beleza e do Amor em Harrenhal decorram de um certo conhecimento sobre a natureza de Lyanna e de como ela poderia estar correspondendo àquilo.
Sobre Benjen, o relacionamento com Eddard parece mais distante. É curioso pensar que, sendo o outro único filho sobrevivente de Rickard e Lyarra, somente tenha se aproximado melhor de Ned nos anos entre o fim da Rebelião de Robert e seu ingresso para a Patrulha da Noite. É possível, inclusive, que essa falta de intimidade, aliada com o fato de Ned já ter retornado a Winterfell com dois filhos homens, tenham sido decisiva na decisão de Benjen ir para a Muralha.
O segundo aspecto da personalidade íntima de Eddard é como ele se portou durante sua idade adulta, enquanto fazia amigos, vivia amores e formava uma família.
Eddard nunca é descrito como sendo um homem atraente ou um amante encantador. Na verdade, Catelyn fala como ficou desapontada com ele ser mais baixo e melancólico e ter um rosto mais simples que o de Brandon. Mas ela afirma que com o tempo descobriu o amor no coração "bom e doce" de Ned.
É interessante notar que essa foi a mesma opinião que ela deu sobre o Norte a Lynesse Hightower:
Lembrava-se de como a Senhora Lynesse era jovem, bela e infeliz. Uma noite, após várias taças de vinho, confessara a Catelyn que o Norte não era lugar para uma Hightower de Vilavelha.
– Houve uma Tully de Correrrio que sentiu o mesmo um dia – Catelyn respondeu com gentileza, tentando consolá-la –, mas, com o tempo, encontrou aqui muitas coisas que podia amar.
(ASOS, Catelyn V)
Portanto, Ned é uma alegoria do Norte: inóspito, simples e melancólico, mas que guarda algum tipo beleza e calor. A próprioa Lyanna é descrita como uma bruta por alguns (meistre Yandel) e uma beleza selvagem por outros (Kevan Lannister). Sabemos que Ned não tinha a natureza da irmã, mas poderia ter um pouco dessa beleza selvagem? Talvez Ashara o tenha visto sob essa ótica? Talvez nunca saberemos.
O que sabemos com certeza é que Eddard era um marido dedicado, assim com Catelyn era uma esposa dedicada. Ironicamente, dois cumpridores de seu dever conseguiram fazer surgir amor em um casamento arranjado que era o substituto de outro casamento arranjado. A forma como Eddard se obrigou a respeitar até a crença religiosa da mulher é tocante (construindo um septo para ela e trazendo um septão a Winterfell).
Isto é diferente do tipo de amor que Robert tem por ele. A amizade entre os dois parece o típico caso em que um extrovertido carismático adota um introvertido sem amigos. Este tipo de relação - que é imposta por outra pessoa - parece ser o tipo com que Eddard lida bem. Ironicamente, poderíamos dizer que Ned só é amigo de seu "chefe", o que combina com sua lição a Jon de que um senhor nunca deve ser amigo dos homens que comanda (ADWD, Jon III).
Como pai, Ned era muito efetivo e marcou seus filhos profundamente. Podemos ver os resultados de sua criação naqueles que amadureceram antes de sua morte. Robb havia absorvido todo o dever, a honra e o senso de justiça do pai, se tornando um Eddard em pele de Tully. Jon seria sua imagem e semelhança, caso não fosse filho de outros e não tivesse sido acossado a vida inteira por Catelyn. Ainda assim, é incrível que toda essa adversidade não o tornou menos cópia de seu "pai". É notório que Jon é mais orgulhoso que Robb, mas isso é uma coisa sua, talvez um mecanismo de defesa, resultado de um complexo de inferioridade, ou apenas das falsas certezas da juventude.
Bran, Arya e Rickon eram jovens demais para que a influência do pai cristalizasse em sua personalidade. Portanto, eles hoje estão suscetíveis à influência de outras figuras paternas na jornada que enfrentam. Ainda assim, pequenas lições de Eddard continuam a ecoar neles mesmo anos mais tarde. Bran ainda se lembra sobre como seu pai dizia que apenas diante do medo os homens podem ser corajosos, e Arya procura uma matilha constantemente para não perecer como o lobo solitário 'quando os ventos brancos se erguerem'.
O caso oposto foi o que aconteceu com Theon Greyjoy. Nem todo o tratamento com deferência que lhe foi oferecido em Winterfell resultou em boas relações com Ned. Ainda que descontemos seu conflitos internos pessoais (assunto para outro texto), esta repulsa de Theon pode ser explicada pelo fato de que ele havia crescido e sido educado dentro de uma cultura que odeia os habitantes do continente, em especial os nortenhos. Portanto, diante da educação recebida nas Ilhas de Ferro e do tratamento solene que lhe era dirigido, não parece inverossímil que ele mais tarde alegue que era sempre lembrado de sua condição de prisioneiro e pense que Eddard era frio com ele.
Entretanto, como visto em A Dança dos Dragões, o verdadeiro ressentimento de Theon era saber que nunca seria parte da família Stark. De fato, havia semelhanças demais entre a história de Ned e Theon para que suponhamos que Ned não tivesse boa dose de tato quando eles se relacionavam. Ned também havia sido retirado de casa quando ainda era criança para ir morar com um estranho em uma terra estranha. Ainda que sua condição no Ninho da Águia fosse bastante menos opressora do que a de Theon em Winterfell, ninguém poderia dizer que Ned foi voluntariamente enviado para o Vale. Assim, As conclusões de Theon serão sempre injustas.
Mas esse não é o caso mais interessante e agudo entre as crianças criadas por Ned. O relacionamento mais desafiador e com mais consequência era aquele com sua filha Sansa. Comecemos por dizer que não havia nada afetivamente errado entre eles, mas as circunstâncias tornaram as falhas deste relacionamento em um sintoma do que havia de errado no próprio Eddard como Mão do Rei. Em síntese, os erros de Sansa também foram erros de Ned.
Durante os eventos sinistros que ocorreram em A Guerra dos Tronos, Ned repetidamente deixa suas filhas no escuro sobre o que realmente estava se passando. Em razão da diferença de naturezas, Arya e Sansa têm respostas diferentes às situações. Eddard tem mais sucesso em apaziguar Arya, cujas semelhanças com Lyanna podem ter ajudado com que ele a compreende-se melhor (veja: Eddard até permitiu que Arya tivesse treinamento em armas quando sabe-se que o próprio Lorde Rickard não o permitiu a Lyanna).
Contudo, Sansa não é uma garota que tinha 'ferro por baixo da beleza', como Lyanna. Sansa é a garota para quem 'a cortesia era a armadura de uma dama'. E é justamente aqui esta a falha de Eddard. Ned não tem traquejo social, não entende de sutilezas e acaba traído e executado justamente por isso. Portanto, não é nenhum coincidência ou ironia que Sansa esteja sob a tutela e controle do homem que conhecia o suficiente de sutilezas para, por exemplo, trair e garantir a execução de Ned e ainda sair de mãos limpas e levando a filha que Ned não soube lidar adequadamente.
Mas a bizarra relação pai-filha entre Mindinho e Sansa é assunto para outro texto.
LORDE EDDARD STARK
Eddard Stark foi Lorde de Winterfell e guardião do Norte por 15 anos e é amado o suficiente na região para que pessoas arrisquem as próprias vidas em intrigas e guerras para proteger seus filhos. Mas se era Brandon quem teve a educação senhorial adequada e Ned não é carismático ou tem traquejo social, como isso é possível? Muito facilmente, alguém responderia que isso se deve a um longo verão de 10 anos. Mas não é só isso, á traços da personalidade de Eddard que o tornam um bom senhor.
O primeiro deriva de uma afirmação de Catelyn lembranda por Arya quando viu Tywin Lannister em Harrenhal:
Lorde Lannister tinha um aspecto forte para um velho, com rígidas suíças douradas e uma cabeça calva. Havia algo no seu rosto que fazia Arya lembrar-se de seu pai, embora não se parecessem em nada. Tem uma cara de senhor, é só isso, disse a si mesma. Lembrava-se de ouvir a senhora sua mãe dizer ao pai para envergar a cara de senhor e ir tratar de algum assunto. O pai ria daquilo. Arya não conseguia imaginar Lorde Tywin rindo de qualquer coisa.
(ACOK, Arya VII)
Como se vê, Eddard tinha cara de Lorde. O suficiente para ser comparável a ninguém menos do que Tywin Lannister. Pode parecer irrelevante, mas é algo que o próprio Bran também nota, como Eddard assumia o rosto do Senhor de Winterfell logo no primeira capítulo do primeiro livro.
O segundo é que Ned não faz separação entre o público e o privado. Sua relação com seus próprios servos é muito pessoal. A ponto de achar que o Senhor devia ceiar com seus homens e conhecê-los, para que eles não morram por um estranho (AGOT, Arya II). Esta tipo de política pessoal é tipicamente nortenha. É o tipo de política que mais tarde Jon Snow indica a Stannis Baratheon a seguir: deixe que eles lhe conheçam e eles lhe seguirão.
Este tipo de política, contudo, não é o que seria útil em Porto Real. Mas também este erro não pode ser atribuído totalmente a Ned. O primeiro erro foi de Robert, que selecionou Ned com base na confiança, não em suas competências. Caso Robert, tivesse olhado para sua própria família (como Stannis esperava, por isso que ele partiu para Pedra do Dragão depois que Robert o pulou), talvez o conflito contra os Lannister teria sido muito mais restrito e menos danoso ao reino.
Havia sinais que Robert deixou de ler quando selecionou Eddard para o cargo de Mão. O primeiro era que Eddard era essencialmente um soldado. Jaime Lannister, quando avalia Randyll Tarly como candidato a Mão de Tommen, ele avalia que um soldado é uma "fraca Mão para tempos de paz" (AFFC, Cersei II). E isto é especialmente verdade quando notamos que Eddard é um agente político sem agenda ou ambição. Na ausência de um conflito real, ele é apenas alguém segurando a cadeira para outra pessoa (e que não via a hora de ir embora).
Talvez tenha sido o fato de que Ned continuou no Norte a se portar como um segundo irmão obediente e não causar problemas a Porto Real que tenha feito Robert pensar que Lorde Stark daria uma boa mão. Mas a postura isolacionista de Eddard deveria ter funcionado como um sinal de que o homem não saberia lidar com costumes da política sulista.
Porém, no final, Robert preferiu algo que lhe trouxesse conforto e familiaridade. E a falta de traquejo de Ned cobrou seu preço. Desde o primeiro encontro com o conselho, Eddard demonstrou que não tinha talento para fazer aliados, não estava acostumado a não ter a palavra final e tinha uma retórica rudimentar. Todas estas qualidades reunidas fazem de uma pessoa um imã de inimizades.
Fora isso, Ned não se cercou de pessoas que poderia confiar, tampouco agiu para a destituição de pessoas de quem ele desconfiava do conselho do rei (o que seria de alguma fácil de conseguir, já que metade do conselho era de baixo nascimento).
Por fim, quando seus erros de cálculo se acumularam e circunstância fora de seu controle se mostraram desfavoráveis, Eddard julgou que poderia usar seu cargo e uma força mercenária (patrulheiros da cidade subornados) para resolver tudo e cometeu mais um erro de subestimar Cersei, dando-lhe uma chance de fugir, no que ele classificou como "a loucura da misericórida".
No final, os Lannisters usaram sua própria honra contra ele, fazendo com que ele confessasse ter fabricado a verdade pela qual seus homens morreram em seu golpe de estado fracassado.
EDDARD, O MORTO
Primeiro, temos que afirmar o óbvio: Ned não está vivendo uma segunda vida em algum pombo em Porto Real, como afirma a infame e bizarra teoria. Nós estivemos na cabeça de Eddard e ele nunca teve sonhos de warg ou qualquer experiência de troca-peles.
Mas, fora de questões lúdicas, por que Martin matou Ned?
Algumas pessoas pensam que, ao matá-lo, GRRM estava dando o tom dos livros. Pessoas sem capacidade de se adaptar não estariam aptos a serem parte do jogo dos tronos e seriam alvo fácil para jogadores mais talentosos e experientes.
Outros afirmam que foi justamente para mostrar que assim eram as políticas medievais, e que Martin está apenas sendo realista e fiel ao tom da história de nosso mundo. Porém, Martin já afirmou enfaticamente não ter ou defender uma visão niilista do mundo.
Eu gostaria de propor uma terceira via: que Ned foi morto por circunstâncias fora de seu controle. Afinal, no fim, sua morte não era prevista nem por seus inimigos. Foi apenas um capricho de Joffrey, assim como a tentativa de assassinato de Bran.
Qualquer que tenha sido a razão para Ned morrer pela própria espada que ele executa Gared no início dos livros, a morte de Eddard aparentemente já era prenunciada (foreshadowed) desde o começo do livro, com a descoberta a loba gigante morta e seus filhotes desamparados perdidos no mundo.
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2019.09.15 04:33 NearllFire De menino sonhador ao fundo do poço (desculpa pelo textão)

Bom, antes de tudo queria deixar claro que meu desabafo não está relacionado à algum evento traumático ou uma situação específica, e sim ao estágio atual em que minha vida encontra-se. Quando tenho alguns lapsos de memória de infância lembro de como eu tinha entusiasmo e alegria em viver, tinha sonhos, parecia que até o dia mais comum do mundo era tão feliz, eu adorava apreciar as coisas mais simples da vida. Mas, conforme fui crescendo, toda minha inocência de criança foi sendo destruída ao perceber como as pessoas vivem de julgamentos e aparências. Cresci em uma família super protetora e que me deu certos "mimos", então lembro-me que no começo eu era uma criança extrovertida que não tinha vergonha e medo de se relacionar e falar o que vier na cabeça, porém conforme foram passando os anos e fui vendo como o mundo era diferente da criação que eu tive, fui cada vez ficando mais introspectivo e anti-social para tentar ser menos julgado possível. Aos 13 começou o sobrepeso,e ao longo da adolescência minha auto-estima foi se rebaixando cada vez mais e minha aparência piorando, todas as amizades que eu fiz na minha vida inteira até hoje partiram da atitude deles de falarem comigo, não consigo ter uma conversa minimamente interessante nem com um parente, nunca abordei uma menina e muito menos chamei pra conversar que seja no Facebook, Instagram e etc. Consequentemente nunca beijei ninguém em 20 anos, e todas aquelas amizades que fiz na escola, hoje quase todas acabaram pela distância deixando a relação ficar fria, grande parte minha culpa que só esperava as pessoas falarem comigo e nunca tinha atitude. Atualmente, estou com 120kG, desleixado, e estudo pra passar no vestibular de medicina há 3 anos (Formei em 2016), sempre fui uma pessoa que tive facilidade de aprender as coisas,me considero inteligente e sempre tirei notas altas na escola, mas nesses 3 anos por procrastinação e não conseguir render durante o ano todo não passei no vestibular até hoje (não vou mal, passaria em todos cursos mas nunca atinjo nota para medicina em um faculdade boa), não desistirei do curso, pois é meu sonho de criança e estou bem mais perto de conseguir, mas confesso que essas reprovações e o fato de não conseguir manter uma rotina devido à procrastinações quebram meu emocional. Desde meus 14 anos assisto diaramente pornografia e sempre quando estou sozinho em casa me masturbo compulsivamente ( um dos meus motivos de procrastinação), e depois por me sentir mal em ter gastado meu tempo de estudo, solto minhas frustações na comida e meu peso só aumenta. Além disso, fui percebendo que o amor que meus pais me ensinaram desde criança, foi esvairando-se, eles só estão juntos por mim e por minha irmã (5 anos mais nova), apesar deles sempre nos tratarem bem e sempre nos querer o melhor, entre eles a relação é fria, nunca vi meu pai ou minha mãe dizer "eu te amo" para o outro, ou demonstrar qualquer grau de afetividade entre eles, acho que por isso tenho tanta vergonha de expor meus sentimentos às pessoas, principalmente mulheres. Perdi a felicidade em viver, não tenho pensamentos suicidas, sou bem controlado emocionalmente e nunca vou tirar minha vida, apesar de sentir um vazio e não ver tanto sentido na vida, parece que tudo de bom que pode acontecer na minha vida traz um prazer momentâneo mas logo volta tudo a ser como antes. Minha timidez profunda não sumiu, até hoje evito de falar no telefone até pra pedir pizza, só tenho amigos no cursinho que partiram deles a atitude de falar comigo. Tenho consciência de que eu pareço ser um sociopata, por não conseguir olhar nos olhos de estranhos e recém-conhecidos, por ter vergonha extrema, não cumprimentar algum conhecido quando eles estão em grupo que eu não conheço as outras pessoas, e até ensaiar a fala pra comprar algo quando preciso falar com alguém. Desde adolescente tenho dezenas de tentativas frustadas de emagrecer (até porque minha família tb é obesa), o alto peso esgota minha energia e minha disposição, me sinto pesado, sufocado, com baixa autoestima, sei que poderia ter aparência melhor. Hoje, reativei meu facebook e vi pessoas que estudei namorando, uns trabalhando e vivendo algo diferente, enquanto eu desde que sai da escola tenho a mesma rotina, sou grato por poder estudar sem precisar trabalhar atualmente, e no futuro estudar em uma faculdade boa, e ter um bom emprego, mas é tão triste ver as pessoas mudando e eu estar estagnado nessa mediocridade, perdi inúmeras oportunidades por essa maldita timidez,desde ficar com alguma garota que estava a fim de mim, até saber a resposta de algum exercício e ter vergonha de levantar a mão e falar, até de criar atitude e fazer amizades com pessoas que eu admirava. Sou uma pessoa boa, nunca fiz mal e não destratei ninguém, quero no futuro ajudar às pessoas, mas me sinto tão perdido e me sinto mal quando invejo um cara que sei que é pior que eu (menos inteligente, aparência ruim) tendo uma vida feliz por não ter essa timidez e ansiedade que tenho. Sei que ninguém pode me me dar uma resposta mágica, mas hoje compartilhei fatos da minha vida que nunca falei pra ninguém, além disso pode ser que alguém que passou por situação similar possa me orientar em algo, não perdi as esperanças de retomar o rumo da minha vida.
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2019.07.11 13:13 Gabi_Fem Terapia hormonal específica

Bom dia e obrigado pela leitura desse post!

Desculpem-me caso o post não esteja no lugar mais adequado....

Esclareço, logo de início, que procurarei um endocrinologista, mas penso ser muito positivo já ter uma ideia do que fazer, pois, de certa forma, uma opinião de quem utiliza uma terapia mtf é muito valiosa e, em alguns casos, mais precisa do que a de um endo, embora o apoio deste profissional seja indispensável.

Sou um homem bem tímido, de 33 anos, com cara de 27-28.

Tenho o desejo de ter uma aparência, de certa forma, andrógena, mas não me considero trans. Se eu fosse mais jovem, eu possivelmente teria o desejo de ser trans, mas com a minha idade e, pela maneira como minha vida se desenvolveu, sei que posso ficar satisfeito atingindo o que indicarei abaixo!

Nesse sentido, eu gostaria.

1) De desenvolver pequenas mamas, do tamanho que classificam por aí como "A-CUP";

2) De ter bumbum e coxas um pouco mais desenvolvidas do que o atual. Eu diria que 20% a mais de gordura seria o desejado;

3) Se possível, ter um rosto um pouco mais delicado, embora não seja prioridade, por talvez ser mais difícil de alcançar e também porque meu rosto não é lá tão masculino.

Em se tratando de pêlos, estou administrando bem e não vejo porque estender o post com esse assunto, já que não me preocupa tanto.

Quais são minhas preocupações:

Diferente das meninas trans, que precisam lidar com hormônios para o resto da vida, e, em se tratando de alguns casos, com doses consideráveis, eu não gostaria de incorrer na mesma situação, embora eu saiba que eu possivelmente terei que administrar hormônios pra sempre, mas em doses menores.

Além disso, eu gostaria de manter uma ereção razoável, ainda que com a ajuda de sildenafila. (Como as travestis conseguem isso?)

No é fácil encontrar conteúdo adequado para o meu caso, já que a maioria do que temos por aí, se volta para as meninas trans.

Pelo que estudei, conclui, inicialmente, que eu poderia tentar, com o auxílio de um endo:
- Estradiol 2mg por dia, dividido em duas doses, mais 1mg de finasterida;
- Se não funcionar, depois de algum tempo, aumentar para 3mg de estradiol até atingir o limite de 4mg;
- Eventualmente utilizar raloxífeno ou tamoxífeno, para conter possível crescimento excessivo das mamas.

Até aí, ainda que as doses e drogas precisem ser ajustadas, está dentro do normal, mas o que vejo como diferente, segue abaixo:

Se tudo der certo, eu atinjo o resultado em pouco tempo, visto que o que quero é um pouco mais fácil de alcançar.

Nesse sentido, uma menina trans, quando se sente feliz com o que conseguiu, tem a tendência de manter a terapia ou reduzir as dosagens por pouco.

No meu caso, penso que, ao atingir o resultado, só preciso ter a preocupação de manter e, pra isso, acho que posso administrar uma dose bem pequena, do tipo 1mg de estradiol + 0,5mg de finasterida, ou algo parecido, a ser avaliado pelo endo.

A intenção seria, simplesmente, evitar que a distribuição de gordura atingida se desfaça.

Pois bem, o que eu escrevi acima, faz sentido pra vocês?

Outra coisa:

Além de avaliar o que estou sugerindo, vocês poderiam me fornecer fontes onde posso estudar sobre o que quero?

E o raloxífeno, vocês conhecem alguém que utiliza?

Eu gostaria de ler sobre o que os travestis utilizam, mas é difícil encontrar um bom conteúdo...

Muito obrigado!!!!!
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2019.05.30 22:09 KoopaTrope Sonhos lúcidos

- É sua tarefa, Luís, não minha.

- Eu sei, só estou pedindo ajuda. Você não pode me explicar?

O escritório inteiro olhava para os dois, mas a colega com quem ele falava nem tirava os olhos da tela para respondê-lo.

- Não. É responsabilidade sua.

Ele ficou ali, de pé, constrangido. A mulher acrescentou:

- Pôr calças também seria uma boa ideia.

Luís percebeu que estava pelado abaixo da cintura. Cobriu suas partes com as mãos e, envergonhado, voltou ao seu lugar. Sentou-se e fingiu que estava tudo normal. Perguntou-se se Mara havia visto aquela humilhação toda.

Tentou trabalhar, mas raciocinar estava difícil, então abriu o Outlook e digitou:


“Para: Suporte Técnico Assunto: Café Mensagem: 

Olá, Poderiam, por favor, me trazer uma xícara de café? Aguardo sua resposta. Atenciosamente, Luís Monteiro” 


Assim que enviou o e-mail, Mara veio ao seu cubículo conversar. Ela estava de saia rosa e uma boa parte da coxa de fora. Luís afundou-se na cadeira tentando esconder sua nudez debaixo da mesa.

- Precisa de ajuda? - A voz, assim como o rosto, era da sua ex, mas aquela era a Mara mesmo assim.

- Preciso.

Ele tentou se lembrar aonde estava guardado, na rede, o arquivo que precisava preencher. Abria diversas pastas mas não o achava. Mara mudava o peso de uma perna para a outra, impaciente.

Ele clicou duas vezes em um arquivo e um emulador de Super Nintendo se abriu, com as palavras “STAR WARS” em amarelo num fundo preto. A versão 16-bit do tema do filme tocando alto.

- Não sei o que é isso - ele mentiu enquanto tentava abaixar o volume da caixa de som, sem sucesso. - Nunca instalei isso. Não é meu.

Diversos colegas se aproximaram para olhar sua tela.

- Aqui está o café! - gritou o cara do suporte técnico, tentando ser ouvido por cima da música.

Luís tentava fechar a janela do emulador, mas não conseguia. O logo amarelo se distanciava da tela e um texto o seguia lentamente pelo espaço. A música continuava jorrando. O cursor estava em cima do “X”, mas quando ele clicava nada acontecia. No desespero, acertou com o cotovelo a xícara que havia surgido em cima da mesa. Mara gritou quando o café pelando caiu na sua perna.

- Desculpa! - Luís disse se levantando.

Os olhares dos colegas o lembraram que ele estava pelado. Mara chorava. Ela tirou a mão da coxa revelando uma ferida em carne viva.

- Desculpa! - Ele implorou.

A menina olhou para a nudez de Luís. Sua expressão passou de dor para surpresa, e logo para a de desespero.

- Na sua barriga também! - Ela disse, apontando para o jovem.

Ele olhou para baixo.

Sua barriga estava tostada. Bolhas cresciam e estouravam, fazendo sangue e pus escorrerem pelas suas pernas.


Tudo aquilo desapareceu, exceto pela música, e Luís viu-se em seu quarto, deitado na cama. O lap top estava quente em sua barriga ainda com Super Star Wars ligado. Fechou a janela do jogo assim que entendeu o que estava acontecendo. Ah, silêncio!

Havia chegado tarde do trabalho, descongelado e comido uma lasanha e deitado no escuro para jogar um pouco e relaxar. Nem percebeu quando caiu no sono. Devia ter esbarrado em alguma coisa e o lap top saiu do modo inativo, o acordando.

“Que merda de sonho”, pensou. Ter pesadelos já era ruim, mas sonhar que estava trabalhando era horrível. Chegara do serviço e pegara no sono por oito horas, só para trabalhar lá também. E agora já tinha que voltar pro escritório. Era como se fizesse três turnos emendados. O pior é que esses sonhos estavam cada vez mais frequentes.

Pensou sobre o pesadelo que teve. Aliviava-se ao lembrar dos detalhes e se assegurar de que nenhum deles tinha acontecido de verdade. Riu da ideia de pedir um café por e-mail para o suporte técnico. “Acho que vou fazer isso hoje”, brincou para si mesmo, começando a ficar grogue de sono novamente. Abriu os olhos com urgência e checou as horas no celular. Faltavam quinze minutos pra ter que se levantar.

Quinze minutos era o pior. Muito pouco para voltar a dormir mas muito tempo para desperdiçar se levantando. Já que estava com o computador na cama, abriu uma janela do Reddit e começou a navegar.

No meio de memes e gifs de cachorros, viu uma postagem que, se houvesse visto em outro dia, teria ignorado, mas hoje lhe chamara a atenção. Era um texto sobre sonhos lúcidos. Ele já havia ouvido falar naquilo, sabia que tinha a ver com controlar seus sonhos. “Num pesadelo como o de hoje isso seria muito útil”, pensou.


Ao meio-dia, enquanto almoçava, Luís leu o artigo salvo no celular.

O conceito era o que imaginava: controlar a si mesmo e tudo ao seu redor nos sonhos. A maneira como se alcançava isso era percebendo que estava sonhando sem acordar. Assim a realidade era sua para ser modelada. “Eu poderia fazer o que quisesse”, pensou. “Poderia ser um jedi, ter uma Ferrari, comer a Megan Fox…”.

Leu atentamente a segunda parte do texto, que ensinava como atingir a lucidez nos sonhos.

A primeira dica era ter um diário de sonhos, que deveria ficar na cabeceira da cama, tanto para que fosse possível anotá-lo antes de esquecê-lo, quanto para que de noite a pessoa caísse no sono perto do caderno. Isso faria com que ela inconscientemente se preparasse para sonhar, aumentando suas chances de perceber que sonhava.

Aquilo pareceu bobagem para Luís. Esse papo de inconsciente não era sua praia, mas o próximo ponto parecia mais racional e o fascinava.

Tratava-se de outro tipo de truque para perceber que se estava sonhando. A grande sacada era se viciar nesses truques, de maneira com que a pessoa começasse a testar o seu redor mesmo sem pensar a respeito, até que em algum momento acabaria fazendo aquilo sem querer em um sonho, e então perceberia que estava dormindo.

Dois desses truques fizeram muito sentido para Luís. Um era olhar a palma de sua mão o tempo todo, de cinco em cinco minutos, se possível, todos os dias, até que começasse a fazê-lo sem pensar. Acabaria conhecendo a imagem da sua palma, e quando, por vício, fizesse aquilo em um sonho, reconheceria que aquela não era exatamente a sua mão.

Outro truque que Luís achou que podia funcionar com ele era se viciar em apertar todo interruptor de luz que visse. Teria que, toda vez que entrasse em uma sala sozinho, procurar um interruptor e apertá-lo. Segundo a postagem, assim como a palma da mão, a mudança da luz em uma sala era difícil de ser reproduzida perfeitamente por nosso cérebro.

Se ele era influenciável o suficiente para frequentemente sonhar que estava trabalhando, não via porque não conseguiria condicionar-se a testar uma dessas coisas num sonho.


- Tá tudo bem? - Perguntou Pedro, ao flagrar Luís, de novo, olhando para a palma de sua mão.

- Sim, tudo certo.

Pedro sentava ao seu lado e provavelmente o veria fazendo aquilo diversas vezes ao dia, então Luís abriu o jogo:

- Eu só estou fazendo um teste. É um truque para se ter sonhos lúcidos.

O colega franziu a testa.

- Isso é quando você tem um sonho super realista, tipo A Origem, né?

- Mais ou menos. - Ele respondeu, sem saco para explicar, e com um pouco de vergonha também.

Após os dois ficarem em silêncio por um instante, Luís checou novamente sua palma. Pedro balançou a cabeça negativamente e balbuciou:

- Coisa de louco.

Luís ouviu esse tipo de comentário diversas vezes nos dias seguintes. Mesmo assim, sua força de vontade o fez continuar. De cinco em cinco minutos, as vezes ainda mais frequentemente, ele checava sua palma, não se importando com quem via. Começou a fazê-lo sem pensar, até na frente da Mara.

Sempre que entrava em um cômodo novo e se via sozinho, procurava o interruptor e o apertava, prestando atenção em como a luz se apagava e se acendia. Não importava se estava em casa, no escritório ou qualquer outro lugar. Chegou a apagar a luz sem querer na cozinha do escritório enquanto umas dez pessoas almoçavam. Apenas pediu desculpas e acendeu a lâmpada, aproveitando para reparar bem em como isso mudava o ambiente.

Até a dica do diário de sonhos ele seguiu. No começo sentiu-se um pouco ridículo escrevendo seus sonhos, mas acabou gostando de ter um jornalzinho e poder reler aqueles sonhos bizarros que sumiam de sua cabeça alguns minutos após acordar.

Após dois meses ele havia quase desistido daquilo tudo. Quando apertava um interruptor ou olhava para a palma de sua mão se perguntava por que estava fazendo aquela idiotice, mas então imaginava-se voando num sonho, e sendo um rei por oito horas, todos os dias, e insistia no hábito.


Um dia Luís estava com a Mara na casa dela. A aparência era da casa de sua avó, mas era a da Mara mesmo assim. Sentados no sofá, os dois conversavam, e a menina o tocava quando falava, e ria toda vez que ele fazia um comentário engraçado. “Isso está indo muito bem”, ele pensava, e pela primeira vez perto dela falava com confiança.

- Sabia que seu nome é de uma personagem do Star Wars?

- É mesmo? - Ela arregalou os olhos, muito interessada.

- Sim. Mara Jade. E o seu olho é verde, igual jade…

- Uau! Que coincidência!

- É! Eu pensei nisso assim que me apresentaram você, quando eu entrei na empresa.

- Eu tenho uma coisa do Star Wars aqui.

A moça se levantou e se trancou no closet. Depois de alguns instantes saiu vestindo uma longa tanga vinho que cobria a parte da frente e de trás de sua cintura, aberta nas laterais, um biquini metálico, pulseiras douradas e um colar apertado, do mesmo metal, do qual saia uma corrente. Seu cabelo trançado caia decorado por presilhas amarelas.

- Você gosta? - Ela o provocou.

- Muito - Respondeu, finalmente ficando nervoso.

- Vem.

Mara saiu da sala em direção ao seu quarto e Luís a seguiu. Entre os dois cômodos havia um corredor, e nele, sem pensar, o jovem olhou para a sua mão.

Havia algo de errado. Tentava reconhecer as linhas mas não conseguia. Elas se embaralhavam na sua palma. Apenas quando Luís focava no lugar em que uma linha deveria estar é que ela aparecia corretamente.

“Isso não está certo”, ele pensou.

- Vem, Luís.

Ele podia ver Mara na cama, olhando para ele do quarto. Teve vontade de esquecer a sua mão e ir até ela, mas algo dentro de si dizia que aquilo era muito importante, e que, muito tempo atrás, em um tempo que ele nem se lembrava mais, queria muito que aquilo acontecesse.

“Tinha a ver com perceber se eu estava sonhando”, lembrou. Aquele pensamento o fez procurar por um interruptor de luz.

Do lado da porta do quarto onde Mara estava havia um grande interruptor amarelo. Luís o apertou e nada aconteceu.

“Estranho”, pensou. A lâmpada estava apagada, mas o corredor continuava iluminado. Apertou o botão novamente e viu a luz surgir dentro da lâmpada, um instante mais devagar do que deveria, mas a iluminação ao seu redor continuava a mesma.

Uma realização veio de repente: “estou sonhando”.

Agora ele via a diferença. Era como se tudo existisse de maneira fraca, exceto aquilo em que ele prestava atenção. Olhava para Mara e a única coisa que existia era ela. Olhava para o interruptor e Mara deixava de existir, e após alguns segundos, quando relaxava, coisas ao redor começavam a aparecer em segundo plano, desfocadas.

“O que eu quiser vai existir. Isso é tudo minha imaginação, só preciso aprender a controlá-la”. Olhou para a mulher na cama e concentrou-se, imaginando-a levantando o braço. Ela o levantou. Como se uma chave tivesse sido virada no cérebro de Luís, o sonho parou de acontecer sozinho, e ele se viu no poder.

Ao ganhar o controle, tudo ao seu redor desapareceu. Ele estava no meio do nada.

Lembrou-se do artigo que leu. Haviam diferentes níveis de domínio dos sonhos, e no mais forte apenas o que a pessoa imaginasse existiria, sem nada em segundo plano sendo projetado pelo inconsciente. “Parece que vim direto pro nível mais avançado”, pensou.

Imaginou a Mara numa cama a sua frente e o pensamento se materializou na hora. Ele se aproximou. Agora tudo o que existia era ele, a cama e Mara. Relaxou por um instante e tudo desapareceu. Ele estava no meio do nada de novo. Esforçou-se para fazer Mara e a cama reaparecerem, e conseguiu, mas a mulher não fazia nada, apenas estava lá, da maneira em que ele a imaginava.

Tinha que concentrar-se para que ela continuasse existindo. Suas curvas, seu olhar, seu sorriso, nada daquilo existia mais sozinho, como antes, tudo dependia dele imaginar.

“Isso não é muito diferente de fantasiar acordado”, pensou. Tocou a pele da mulher. Não sentiu nada. Imaginou a textura e a temperatura, e de certa maneira a sentiu. “Isso não é um sonho mais. É só imaginação.” A decepção fez com que ele se desconcentrasse e tudo desapareceu novamente. Dessa vez ele imaginou a Megan Fox na sua frente. Tocou-a e o resultado foi o mesmo: teve que imaginar a sensação. “Isso é ridículo. Eu já me imaginei tocando essas duas um milhão de vezes. No sonho deveria parecer real!”.


O sonho foi interrompido pelos berros de um despertador. Xingando, Luís o desligou. Por instinto ele abriu seu diário de sonhos na página daquele dia, destampou a caneta Bic e olhou para a folha em branco por um segundo. Fechou a caderneta com a caneta no meio e a atirou para o outro canto do quarto. “Que merda”, ele pensou, frustrado. Não anotou mais seus sonhos.

Naquele dia o jovem lutou contra o vício e não olhou nenhuma vez para a palma de sua mão. Quando via um interruptor tinha vontade de xingá-lo. Sentia-se enganado e traído.

Parte de si ainda negava que aquilo realmente acontecera. Enquanto trabalhava, fechou os olhos e imaginou-se tocando a Megan Fox pelada. A sensação era exatamente igual à do sonho. O que ele havia visto e sentido enquanto sonhava não era nem um pingo mais real do que sua imaginação era normalmente, e ele não se considerava alguém com uma imaginação super fértil. Todas aquelas semanas de treino, o ridículo que passara na frente das pessoas ao olhar para sua mão o tempo todo, tudo aquilo para nada. Para um sonho de merda que nem podia ser chamado de sonho.

- Tá dormindo? - Perguntou Pedro, voltando do banheiro.

Luís abriu os olhos e fingiu trabalhar.

- Ou tá sonhando que nem A Origem? - Pedro riu alto com seu comentário, sentou-se e abriu seu lap top com um sorriso no rosto.


Ao chegar do trabalho, Luís comeu um miojo, colocou o pijama e tomou um remédio para dormir, que gostava de ter em casa para uma emergência. Deixou a louça acumular mais um dia. Ainda não eram nem 8 horas, mas ele apagou a luz do quarto e se deitou.

Não sabia exatamente aonde queria chegar, mas precisava sonhar. Ele se perguntou se “acordaria” outra vez dentro do sonho. Se acontecesse, talvez ele pudesse fazer tudo sentir mais real do que na noite passada. Seria bom. Mas ele torcia para que nada disso acontecesse. Ele queria ter um sonho normal, sem lucidez nenhuma. Um sonho que o enganasse até alguns segundos após acordar.

Um facho de luz azulada entrava pela abertura por entre as cortinas e se estampava na parede. Ficava mais forte e esbranquiçado quando um carro passava na rua. Luís assistiu aquilo por uma meia hora.

Ele não percebeu a transição, mas se encontrava em lugar nenhum, no meio do nada. Lá não era escuro, mas também não era claro. Simplesmente não era nada.

Lembrou-se de uma postagem que leu no Reddit, de um cara tentando entender como é possível que cegos simplesmente não enxergam, ao invés de ver tudo escuro. Alguém havia explicado pedindo para que o OP fechasse os olhos. “Tudo o que você vê é preto, certo?”, dizia o comentário. “E o que você vê atrás de si? Tudo escuro também? Não, você simplesmente não enxerga nada atrás de si. Não é preto nem branco, simplesmente não existe”. Assim era o nada ao redor de Luís.

Ele já estivera ali antes. Na noite anterior, assim que começou a sonhar lucidamente e tudo ao seu redor desapareceu, mas dessa vez o jovem soube que estava sonhando no instante em que adormecera e aparecera ali. Nem tivera a chance de ter um sonho não lúcido. “Merda. Será que vai ser assim a noite inteira?”

Resolveu pelo menos tentar se divertir. Lembrou-se do comentário do Pedro sobre Inception e tentou criar uma cidade ao seu redor, como no filme. Imaginou uma rua com calçadas. Não era ultra-realista como ele esperava que seus sonhos lúcidos seriam, era apenas tão real quanto sua imaginação. Ele se perguntou se sempre sonhara assim, tudo meio fora de foco, meio descolorido.

Concentrou-se no chão e, após alguns segundos, conseguiu detalhá-lo bem. O asfalto brilhava e a calçada era feita de paralelepípedos, todos perfeitos e do mesmo tamanho. Grama crescia aqui ou ali, por entre as pedras.

Imaginou um prédio ao seu lado, uma torre de cimento e vidro. Decorou-o com um portão de ferro, alguns degraus levando até a porta de entrada e uma portaria vazia.

Percebeu que, ao imaginar o prédio, havia deixado de lado o chão, que desaparecera. Imaginou-o outra vez, agora se esforçando para manter as duas coisas na cabeça ao mesmo tempo.

Conseguiu fazer ambas as coisas existirem juntas, mas não pôde mantê-las tão detalhadas quanto antes. Se o asfalto brilhava e grama crescia na calçada, o prédio era apenas uma torre cinza sem graça. Se o prédio tinha janelas e uma fachada bonita, o chão tornava-se apenas uma sombra aos seus pés.

“Talvez se eu praticar bastante eu consiga”, pensou, mas não queria treinar aquilo. Não era divertido. Qual era o ponto daquilo tudo? Ele só queria voltar a sonhar normalmente e deixar esses sonhos lúcidos pra trás.

Esqueceu o pedacinho de cidade ao seu redor. Tudo desapareceu e ele voltou ao nada.

Quis relaxar como se tentasse dormir, mas não tinha sono. Claro, já estava dormindo. Sua mente estava relaxada mas em alerta, como quando ele tomava café no escritório mas continuava com preguiça de trabalhar.

Ficou apenas pensando na vida, esperando as horas passarem. Não havia maneira de checá-las. Achava que haviam se passado duas horas, pelo menos. Três talvez. Esperou mais.

Considerou que teria que esperar oito horas até o despertador acordá-lo. Ou mais, porque havia dormido cedo. “Pensei que o tempo nos sonhos passasse mais rápido ou algo assim. Merda de filme”.

Talvez em um sonho de verdade o tempo parecesse passar de maneira diferente, mas ele podia chamar aquilo de sonho? Só estava com sua mente acordada enquanto dormia, nada mais.

Após o que pareciam ter sido realmente oito horas, acordou. Seu corpo estava descansado, mas sua mente não. Era difícil se concentrar em qualquer coisa.

No trabalho ele não rendeu nada e em casa menos ainda. Deixou as tarefas domésticas para o dia seguinte de novo. A louça continuou acumulando e ele sabia que amanhã teria que usar uma camisa amassada, porque não tinha energia para passar.

Faziam dias que ele não falava com seus amigos e família, mas ignorou as ligações de sua mãe, apenas mandou uma mensagem de “está tudo bem, amanhã nos falamos”. Não queria conversar com ninguém naquele estado.

Perto da meia-noite se deitou. Mesmo cansado, a ideia de dormir e ter um sonho daqueles outra vez lhe parecia terrível. Passou a noite inteira jogando Dwarf Fortress e tomando Coca-Cola.


- Meu Deus, você está um caco! - Disse Pedro.

- Não consegui dormir.

Luís olhava para a tela do computador, mas não raciocinava. Os e-mails que chegavam pareciam estar em grego e as conversas ao seu redor não faziam sentido. Não comentou nada nas reuniões em que participou. Se alguém lhe pedisse para resumi-las ele não teria ideia do que foi tratado.

Era como se tivesse ficado mais de 48 horas acordado, já que duas noites atrás, quando havia dormido, não descansara sua mente. No fim do expediente esse número subiu para 56 horas.

As cores estavam diferentes e as palavras não faziam sentido. “Isso já é considerado alucinar? Acho que sim”. Quando olhava para o computador por muito tempo e depois para uma parede branca, via a tela estampada em negativo, desaparecendo aos poucos e aparecendo mais forte cada vez que piscava os olhos.


Naquela noite ele não teve escolha, dormiu. Nem se lembrava de caminhar até a cama e se jogar, mas percebeu quando apareceu naquele nada que eram seus sonhos agora. Lúcido outra vez. Foi quando teve a realização de que talvez nunca mais sonhasse normalmente, e pra sempre estaria “acordado” ao dormir. Talvez ao “virar a chave” no seu cérebro ele tivesse quebrado sua habilidade de sonhar para sempre.

O desespero bateu. Oito horas por dia daquele tédio e solidão para o resto de sua vida seria tortura. Tentou se entreter de alguma maneira.

Criou outro ser humano no sonho e tentou dar-lhe uma personalidade, mas ele só fazia o que Luís imaginasse. Voltou a tentar criar sua cidade. Talvez se fizesse uma bem grande teria como se entreter nela. Dessa vez não tentou detalhá-la demais e preocupou-se apenas em criar o maior número de objetos possíveis, sem fazer os outros desaparecerem. O esforço mental era enorme.

Foi quando percebeu que isso só o esgotaria mais, e seus dias seriam cada vez piores.

Sentou-se no nada e tentou descansar. Teve a ideia de meditar. Não sabia muito bem como fazer aquilo mas sabia que tinha que tentar não pensar em nada. Talvez conseguisse descansar seu cérebro um pouco.

As horas passaram devagar e dolorosamente. Em nenhum momento ele sentiu que ficou menos lúcido, mas quando acordou Luís percebeu que a meditação o ajudou. Continuava exausto, mas sentia-se como se tivesse tirado uma soneca.

Nas noites seguintes ele continuou meditando, tentando usar sua cabeça o mínimo possível. Durante o dia ele lia sobre a prática e religiões orientais, o que ele teria achado ridículo alguns meses atrás. Seus dias voltaram a render, tanto no trabalho quanto em casa, e ele se sentia relativamente descansado. Voltou a comer bem, lavou a louça, ligou para a sua mãe e voltou a sair com seus amigos.

Seus dias eram bons, o problema eram as noites. Oito horas sem fazer nada além de meditar, todos os dias, sozinho, sabendo que a alternativa era sofrer de cansaço durante o dia. Houveram noites em que ele se rebelou. Imaginou-se em cenas de ação, duelando de espadas ou pilotando uma X-Wing. Outra noite passou o Episódio IV inteiro na sua cabeça, como se assistisse ao filme. O resultado dessas noites rebeldes era sempre o mesmo: no dia seguinte era como se não tivesse descansado, e ele prometia para si mesmo que naquela noite não cometeria o mesmo erro.

Após alguns meses ele estava pró em meditar. Já tinha até uma rotina. Criava uma versão simplificada de seu quarto, mas todo “zen”, com um bonsai de pinheiro-negro e um daqueles jardins de areia japoneses, uma janela que sempre dava para um céu azul por onde entrava seu cheiro favorito, o de grama cortada, e silêncio completo. Depois se sentava num puff super confortável, fechava os olhos e tentava não pensar em nada até acordar - o que fazia o quarto desaparecer, mas o importante era aquele relaxamento inicial. Ficou tão bom nisso que não gastava nem cinco minutos para criar o quarto, e conseguia descansar o resto da noite.

Ainda achava todo o papo espiritual das religiões orientais pura baboseira, mas aprender a não pensar em quase nada havia salvado sua vida.


Uma noite ele sentou-se naquele puff, fechou os olhos e prestou atenção em seus pensamentos. “Ainda tenho oito horas disso”, “não vou conseguir me concentrar hoje”, “amanhã tenho muita coisa pra resolver no trabalho”, “toda noite será assim, pro resto da vida?”. Como sempre, no começo seus pensamentos abundavam, mas Luís foi vencendo-os um a um, até que conseguiu manter o foco apenas em uma coisa: um ponto imaginário a cerca de dois metros à sua frente. Toda a sua energia mental estava focada naquilo. Algumas horas se passaram e então, como que num passe de mágica, ele esqueceu de prestar atenção no ponto.

Não percebeu quando passou a não pensar em nada, como havia lido que era possível, mas sempre duvidara. Sua autoconsciência naquele momento era como o nada lá fora: nem escura, nem clara, apenas não existia.

- Oi Luís.

A voz era grossa, mas feminina. Luís abriu os olhos assustado. Estava no meio daquele nada que já conhecia bem. Olhou ao redor, procurando alguém.

“Devo ter imaginado isso” pensou, frustrado de ter que começar a meditação de novo.

Imaginou o quarto. O chão, o puff, o bonsai, a porta, a janela, dessa vez até colocou um aquário em um canto porque estava sentindo-se criativo. Sentou-se no lugar de sempre, sentindo o cheiro de grama cortada.

Alguém bateu na porta.

Luís levantou-se de supetão. “Que porra é essa?”. Ele olhou para a porta assustado, tentando perceber se realmente tinha alguém do outro lado. Imaginou que lá fora o sol brilhava. Debaixo da porta a luz entrava em três fachos, como se houvessem dois pés parados do lado de fora. Certamente ele não estava imaginando aquilo de propósito.

Criou um olho mágico na porta e espiou. Do outro lado havia uma pessoa com longos cabelos pretos.

- Deixa eu entrar, Luís - ela disse.

Ele hesitou por um instante, mas ter um amigo nessas noites não seria nada mal. “Foda-se”, pensou, e abriu a porta.

A criatura entrou quase que violentamente, mas sorrindo. Olhava ao redor com muito interesse. Ela não usava nenhuma peça de roupa, mas seu magro corpo era coberto de pêlos, como os de um cavalo, e os longos cabelos pretos chegavam à cintura.

- Hm, não quer se sentar? - Luís apontou para a cama, sem jeito.

Ela se acomodou e bateu com uma mão peluda ao seu lado, sinalizando para que Luís se sentasse também.

Ele obedeceu.

- Quem é você? - O jovem perguntou.

Ela o olhou com grandes pupilas que cobriam quase todo o espaço branco dos olhos, que estavam abaixo de grossas e bagunçadas sobrancelhas. Quase sem queixo, seu rosto terminava em uma larga boca que ia de orelha a orelha.

- Não sei - ela respondeu, com toda a honestidade do mundo.

- Mas como você veio parar aqui, na minha cabeça, se eu não estou te imaginando?

Ela riu. Seus dentes eram pontudos.

- Eu sempre estive aqui, você que chegou faz pouco tempo.

- Então por que eu não te vi antes?

- Eu não pude fazer muita coisa desde que você assumiu o controle. - Ela já havia perdido o interesse no jovem e voltara a olhar ao seu redor. - Você me bloqueou.

- O que você fazia antes?

A mulher se levantou para olhar de perto o aquário.

- Se lá, o que eu quisesse - disse, batendo no vidro.

- Mas sempre aqui, na minha cabeça?

- Sempre aqui. Onde mais? - Ela pegou um peixe amarelo e o jogou em sua boca. Luís tentou disfarçar o choque - Mas, aparentemente, - ela continuou, mastigando - você prefere apertar um interruptor do que transar com a Mara vestida de Leia, o que eu posso fazer?

Ele ficou sem palavras por um instante, tentando entender o sentido daquilo tudo.

- Você controlava meus sonhos?

- Boa parte sim. A maior parte não.

- A maior parte eu que criava, certo? Meu inconsciente que criava?

- Sei lá - Ela fez uma cara como se nunca tivesse ouvido aquela palavra. - Só sei que você tirou todo mundo da jogada, né?

- E o que aconteceu com ele?

Ela deu de ombros, sinalizando que não sabia.

- E por que foi você que apareceu agora, e não o meu inconsciente?

Ela deixou o aquário de lado e o olhou seriamente.

- Olha, eu não sei responder essas coisas. Essas palavras que você usa… É difícil explicar o que se passa por aqui. - Ela foi até o bonsai, arrancou uma folha em formato de agulha e a cheirou. - Só sei que vi uma brexa e entrei. Fui mais rápida que qualquer outra coisa, acho. Só isso.

A mulher parecia não conseguir focar em algo por muito tempo. Luís apenas a observou, até tomar coragem e perguntar:

- Você pode me fazer sonhar como antigamente?

Ela o olhou surpresa, as grossas sobrancelhas arqueadas.

- Você quer isso?

- Quero.

- Eu… Sim, eu posso. Eu posso! Você só precisa me ajudar.

- Como?

- Senta num canto e fecha os olhos. Vou fazer umas coisas por aqui. Não me atrapalha!

- Tudo bem.

Ele sentou-se no puff e fechou os olhos. Já que teria que esperar, era melhor descansar. Esqueceu o quarto ao seu redor e focou apenas em sua mente.

- Não abre os olhos! - A criatura falou.

Luís a ouvia andando de um lado pro outro, como se estivesse muito ocupada.

- Vou fazer você não perceber que é um sonho. Você gosta de terror?

Ele demorou um instante pra entender a pergunta.

- Prefiro sci-fi e fantasia.

- Mas terror é legal também, né?

- Sim.

O jovem sentia e ouvia coisas aparecendo ao seu redor. Um ar frio chegou até ele, cheirando a umidade. Ouviu passos de outras criaturas. Uma, duas, três. Andavam de quatro, como cachorros.

Ele sabia que não estava imaginando aquilo, estava tendo um sonho de verdade, finalmente. Sentiu uma das criaturas aproximar-se de si.

Luís abriu os olhos. Estava em seu quarto novamente, acordado.

O dia passou devagar. A perspectiva de voltar a sonhar e de ter uma noite inteira de descanso fez com que ele apenas pensasse em dormir. Quando finalmente se deitou, após tomar alguns comprimidos, nem percebeu a transição.


Estava escuro. Ao seu redor coisas que ele não podia ver caminhavam e rastejavam. O chão era frio e lamacento. Ele não sabia onde estava, sabia apenas uma coisa: as criaturas procuravam por ele, e podiam farejar seus pensamentos.

Se escondeu no que parecia ser, pelo tato, uma abertura nas raízes de uma árvore. Sentia pequenas coisas que viviam ali rastejando e subindo em seu corpo. Tentou não pensar em nada enquanto tremia de frio e medo espremido naquele buraco.

Um pensamento fraco acendeu em sua cabeça. Havia algo que ele deveria se lembrar. Algo óbvio que explicaria o que era tudo aquilo, como ele chegara até lá. Por um instante ele deixou aquele pensamento tomar conta de sua cabeça.

Uma das bestas saltou até sua frente, grunhindo. Ele ouviu uma segunda, uma terceira, e muitas outras criaturas se aproximarem. Elas sabiam que ele estava lá.

Antes que pudesse tentar qualquer coisa, dentes afiados espremeram seu braço e o puxaram com uma força descomunal. Luís sentiu diversos focinhos em seu corpo, cada um arrancando um pedaço de carne.

Enquanto sentia seus órgãos sendo arrancados do seu corpo, ele ouvia o rugido dos animais. Misturado com aquele som, ouvia também uma risada grave de mulher.


Luís acordou antes do despertador tocar. Checou no celular: apenas um minuto para o alarme. Desligou-o rapidamente. Adorava quando isso acontecia. Havia dormido tudo o que tinha que dormir e não teve que ouvir nenhum barulho. Riu de felicidade. "O dia começou bem", pensou.

Levantou-se e considerou o que comer. Acabou se decidindo por fazer ovos mexidos com tomate, requeijão e um presunto que ele tinha que usar antes que estragasse. Colocou "Cantina Band" pra tocar enquanto cozinhava, assobiando a melodia apenas de samba-canção.

Estava de bom humor. Por que não estaria? Fazia mais de um mês que ele dormia maravilhosamente bem. Tinha pesadelos todas as noites, mas acordava descansado, ao contrário da época dos sonhos lúcidos. Agora seu cérebro conseguia relaxar durante a noite, ainda mais do que quando meditava dormindo.

O dia se passou sem qualquer acontecimento relevante. Mais uma noite no escuro, desprotegido, ouvindo ruídos terríveis ao seu redor. Outro dia. Outra noite. E outra. E outra. As vezes era atacado durante o sonho. Sentia sua pele sendo rasgada por centenas de dentes e as bestas saltando de todos os lados para provar sua carne. Outras noites apenas se agachava e chorava, tentando entender aonde estava, e o que havia feito para merecer aquilo. Tremia de medo das coisas ao seu redor. Durante os pesadelos tinha a sensação de já ter estado ali outras vezes, de ter sido atacado e comido vivo, mas não entendia porque havia voltado, e se um dia escaparia de vez.

Durante o dia estava feliz. Produzia bastante no trabalho, via seus amigos e sua família. Depois de meses finalmente sentia-se totalmente descansado, mas as vezes, quando estava sozinho em casa ou no banheiro da firma, fechava os olhos e via cenas horríveis. Criaturas com presas gigantes esperando a noite para lhe caçar. Elas estavam lá ainda, escondidas num cantinho da sua mente. Ele se lembrava dos sonhos quando estava acordado, era quando dormia que não se lembrava de onde veio.

Ao deitar tinha receio de dormir. Sabia que os pesadelos estavam fazendo bem para ele, mas o medo era inevitável. Fazia duas semanas que ele tomava remédio para dormir todas as noites, e pegava no sono encolhido, abraçado no travesseiro. “Talvez se eu me esforçar um pouquinho pra sonhar lucidamente, só um pouquinho…”, pensou já grogue, enquanto o quarto desaparecia ao seu redor.

Estava encolhido, escondido dos monstros na escuridão. Tentava não pensar em nada para não os atrair, mas um pensamento rápido invadiu sua cabeça: aquilo poderia ser um pesadelo. Estava tão escuro que não podia ver sua palma da mão. Não havia interruptores por perto. Sabia que se imaginasse algo e aquilo acontecesse provaria que estava em um sonho, mas só de tentar isso já atrairia as bestas. Sentiu uma se aproximar, farejando. Podia ouví-la se movendo no escuro. “Foda-se”. Imaginou o local em que a criatura estava sendo engolido por labaredas.

Acendeu-se uma fogueira imensa e toda a floresta se iluminou de dourado. O monstro uivava. Olhos por todos os lados voltaram-se para Luís enquanto ele se esforçava para manter aquele pensamento e a chama acesa. Colocou fogo em outro. E mais um. Cada labareda criava compridas sombras pela floresta.

Monstros saltaram em sua direção por todos os lados. Ele imaginou-se um mago, criando uma barreira de proteção ao seu redor. Uma esfera invisível lhe protegia dos ataques. Era difícil imaginar tanta coisa ao mesmo tempo e apenas um dos monstros continuou aceso. Estava imóvel. Deitado, queimava como uma pilha de carvão.

- Idiota! - Era a voz da mulher que havia prometido o ajudar.

As criaturas rodeavam a barreira protetora. Luís, com cuidado para não a tirar da cabeça ou a enfraquecer sem querer, conseguiu imaginar outro monstro pegando fogo. Assim que teve certeza que esse havia morrido, colocou fogo em mais um. “Posso passar a noite inteira assim”.

-Idiota! Estou te ajudando!

Luís só percebeu que desviou sua atenção da barreira por um instante quando uma pata gigante bateu em seu corpo, lançado-o ao ar. Chocou-se contra uma árvore a metros de distância e caiu no chão.

Sentia sua roupa rasgada nas costas e o sangue escorrendo por seu corpo. A dor era insuportável. Tentou tirar seu braço esquerdo de baixo de si mas ele não respondia. Rolou para sair de cima do braço e sentiu sua costela, certamente quebrada, cortando sua carne por dentro com cada movimento. “É só um sonho”, pensou levantando-se devagar.

Estava escuro novamente e Luís podia ouvir os monstros correndo em sua direção.

Idiota! - a voz agora vinha de perto do jovem - Você pediu por isso!

Luís correu até ela, imaginando-se segurando a empunhadura de um sabre, e com um estalo metálico um facho de luz saiu do cabo e iluminou o lugar de vermelho. Ele viu a expressão de surpresa no rosto animalesco da mulher quando a partiu em dois.


Acordou. Mas não estava no seu quarto, estava de volta àquele nada dos seus sonhos lúcidos. O nada que não era nem frio nem quente, nem escuro nem claro.

“Estou sonhando ainda. Voltei a sonhar lucidamente”. Ele olhou ao redor, como se procurasse alguém que pudesse ajudá-lo. “Não… não…”.

Acordou de verdade, suado, com o despertador tocando. Levantou-se e se arrumou para o trabalho de forma automática, pensando em como seria sua vida a partir de agora. Matara a única coisa que pôde o ajudar. Voltara a sonhar lucidamente. Saiu de casa em direção ao ponto de ônibus.

Suas pernas estavam bambas. Teria que passar oito horas todos os dias sozinho, sem ter o que fazer, para o resto de sua vida. Não descansaria mais. Enlouqueceria.

Atravessou a rua tão perdido em seus pensamentos que nem viu o que lhe atingiu.


O nada não era nem preto, nem branco. Luís não sabia por que estava sonhando. Ele ouvia vozes que vinham do mundo lá fora. Pessoas que ele não conhecia gritando. Ouviu familiares. Alguns falavam pra ele que tudo ficaria bem. Reconheceu a voz de sua mãe.

Esperou horas fazendo o que costumava fazer quando sonhava lucidamente: meditando, imaginando algo, passando um filme em sua cabeça. Só quando, durante uma conversa da sua mãe com um médico, Luís ouviu a palavra “coma”, que ele entendeu quanto tempo passaria naquela tortura.
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2019.05.10 07:05 giulianosse Apatia; viver faz ainda menos sentido e literalmente não vejo saída pra isso

Aviso que isso vai ser longo. Provavelmente ninguém lerá até o fim, mas eu juro que tentei resumir o máximo que pude.
Background: 2018
Eu, 23 anos, basicamente um fracasso em quase todos os aspectos possíveis da vida.
Em julho descobri que seria jubilado no final do semestre após cursar 4 anos de um curso que eu amo em uma das faculdades mais prestigiosas do país pois não tinha vontade e ânimo de estudar (dificuldade de me adaptar = DPs = poucos amigos)... mas tudo bem
Sempre tive poucos amigos. Muitos colegas e conhecidos, mas poucos amigos de verdade. Sou super introvertido, mas depois que conheço mais a pessoa me torno o cara mais extrovertido do planeta. Não gosto de ir em festas e baladas onde não conheço ninguém, mas adoro passar uma noite enchendo a cara e falando/fazendo merda no boteco mais sujo da cidade com meus amigos. Sempre tive sobrepeso, fui feio e tive zero auto-estima, então nunca aprendi a me aproximar de alguém novo... mas tudo bem
Tenho os hobbies mais caseiros possíveis: livros, séries, jogos e filmes. Porém, assim como minha persona social, sou esquisito e sou doido de vontade de fazer outras coisas mais "ao ar livre" tipo viajar para outras cidades/países, ir em shows, festas, praticar um esporte; só faltava companhia mesmo... mas tudo bem.
Nunca tinha tido uma relação amorosa. Pior, sequer consigo conversar direito com meninas. Apesar de não ser mais bv, ainda assim era virgem e nunca tinha sentido vontade de ter um relacionamento... mas tudo bem.
Digo "tudo bem" pois eu aceitava perfeitamente a minha mediocridade. Eu não era feliz, mas de certa forma conformado e satisfeito com a minha situação... e isso era o que importava. Era contente e deixava a vida me levar.
Aí chegou setembro.
Logo no começo do mês, viajei com uns amigos e passamos um fim de semana enchendo a cara em um sítio, como fazemos semi-regularmente. Sempre vão basicamente as mesmas 8-10 pessoas, às vezes alguém novo. Eis que o impossível acontece: uma garota da minha idade, amiga comum de todos os meus companheiros (todos na casa dos 28 anos pra cima), também foi. Inicialmente eu não dei a mínima, mas aconteceu que ela estava 100% interessada em mim. Até eu, um zero a esquerda nesse assunto, notei isso na hora.
Enfim, por iniciativa dela acabamos se pegando (e eu, na ansiedade e pânico do momento, acabei nem me despedindo dela quando fui embora no domingo hahaha)
No dia seguinte, resolvi adicionar ela no Facebook (como faço com todas as pessoas novas que conheço) e, pasmem, ela vem puxar assunto. No começo, mal conseguia responder. Ela teve muita insistência em continuar me dando trela. Papo vai, papo vem e acabo "descobrindo" que ela estava realmente interessada em mim.
Acabou que, em basicamente uma semana, estávamos trocando mensagens todos os dias e conversando basicamente o dia inteiro sobre tudo, tudo mesmo. Contei coisas pessoais que nunca tinha falado pra ninguém. Ouvi, também. Éramos compatíveis em literalmente tudo. Nos abrimos como livros. Nunca havia sequer imaginado que poderia ser íntimo assim com outra pessoa em minha vida.
Acabou que, obviamente, nos apaixonamos. No começo foi meio estressante (duas semanas depois, primeiro encontro, eu já a pedindo em namoro e ouvindo um "não" porém continuamos interagindo da mesma maneira; ela ficando com outras pessoas em um bar e depois vindo contar, chorando, que não podíamos ser nada além de amigos; ela mudando de opinião 180º um fim de semana depois) mas deu que acabamos por enfim namorar.
Não quero me prender muito aos detalhes, mas apenas gostaria de dizer que foram os melhores três meses da minha vida. Eu a amei, e era tudo absolutamente 100% recíproco. Fizemos planos, fomos descobrindo ainda mais coisas e hobbies que éramos compatíveis... até brincávamos que estávamos bancando o Juscelino Kubitschek edificando Brasília - 50 anos em 5 - pelo ritmo das coisas. Não sou muito de filmes românticos, mas eu ainda acredito que nossa paixão era melhor que 95% de todos os roteiros e scripts que alguma vez já foram lançados no cinema (assistam "Spring" - além de ser um filme pica d+, é basicamente uma alegoria 1:1 do nosso namoro até então. Ficamos até meio chocados quando assistimos)
Nesse período eu também dei um duplo twist carpado na personalidade - minha auto estima foi de negativo a 100, comecei a me vestir melhor, fiquei mais extrovertido - as pessoas sempre nos chamavam para participar de qualquer coisa - e animado, comecei a expandir meu círculo social; passei no vestibular - extremamente concorrido e difícil da mesma universidade que fui desligado - sem estudar absolutamente nada, estava pronto para arranjar um estágio/emprego na área que sempre sonhei... Evoluí pessoal e profissionalmente nesses 3 meses o que não havia feito em 5 anos.
Começou 2019.
Tudo estava correndo na mais perfeita normalidade... até mais ou menos a metade de janeiro. No período de uma semana, um interruptor mudou nela. Da mesma maneira que a relação esquentou, esfriou... porém sem nenhum motivo óbvio. A mudança foi de nível "trocar 300 mensagens melosas por dia e o caralho a quatro" e contar os segundos até que pudéssemos nos ver novamente pra "tô cansada e ocupada, só posso falar de noite" e ficar indiferente quando finalmente nos encontrávamos.
No último dia do mês ela terminou por telefone. Ela disse que "não estávamos na mesma fase de vida" (ela havia terminado uma relação de 6 anos no começo de 2018) e que se isso continuasse ela iria me tratar ainda pior a cada dia que passasse, como foi com o ex dela. Disse que gostaria de continuar "sendo amigos", mas nem isso acabou por ser recíproco. Provavelmente queria aproveitar a vida e não arrumar outra relação séria tão cedo, enfim.
Antes que alguém pense nisso - não, eu não estava sendo traído nem nada do estilo. Disso eu tenho absoluta certeza pelo que eu conhecia dela. E também não digo que eu não tive culpa de nada - durante o último mês da relação, a falta de reciprocidade estourou a minha ansiedade pra mil e isso mais que certeza contribuiu bastante pro final.
Para a surpresa de ninguém, isso foi como um tiro pra mim. Não esperava um término de fato, ainda mais sem nenhuma explicação. Mas o pior do pior de tudo foi o pós - agora, no caso.
Pense em alguém que esteve a vida inteira caído no chão. Um belo dia, alguém lhe dá a mão e a ajuda a levantar. Assim que a pessoa, por fim, finalmente fica de pé, alguém passa uma rasteira por trás e a pessoa volta a cair no chão.
Como eu falei, antes eu era medíocre, mas era conformado. Hoje eu voltei à mesma mediocridade, mas não consigo mais me contentar após ter visto "o outro lado" da vida. Como era bom ter uma pessoa na vida que realmente se importava com você. Como era ser amado por outra pessoa. O que é intimidade. Como é bom ser valorizado pelo que você é.
Infelizmente, tudo que conquistei acabou por voltar ao modo que era antes. Estou na mesma merda em relação à faculdade (falta de ânimo pra estudar = fazer poucas matérias no semestre = deixar de me enturnar com os outros calouros = suicídio social 2.0), não consegui um estágio, tenho quase 24 anos sem experiência profissional, sem um diploma, sem círculos sociais novos.
Nem tudo foi pro lixo. Ainda mantenho o meu peso (lá pra maio do ano passado comecei a fazer uma dieta que emagreci 25kg em 6 meses - me perguntem sobre jejum intermitente que eu sou profissa nisso!) e me sinto 1% mais confortável no meu corpo, minha relação com o meu pai melhorou e não perdi nenhum amigo que tinha após o termino (tanto porque nosso círculo social era o mesmo).
Porém, eu tenho vontade de acabar com tudo todos os dias.
Diversas pessoas me contaram, na época, que isso ia passar. Eu ainda penso nisso quase todos os dias. Pior ainda pois estou bem desocupado (tenho só 2 aulas por semana).
Venho tentando ser o mais social possível, organizando bares, encontros entre amigos, programas, churrascos... tudo pra ter um pouco de companhia. Mas, eu te pergunto, e aí? Todos meus amigos, por serem mais velhos, tem suas responsabilidades e não estão sempre disponíveis. Sem contar que eu sinto que a cada dia eles estão se enchendo de mim, por eu estar projetando toda essa carência (só conversei sobre meu término de vdd com um dos meus amigos, que além de ser família eu o considero praticamente como um irmão)
Nunca fui fã de acreditar em destino, mas vira e mexe me pego pensando "será que ela era 'a minha alma gêmea' e como eu caguei na oportunidade ficarei solitário pelo resto da minha vida?". Leio milhões de relatos na Internet de pessoas que são solteiras com seus 30, 40, 50 anos e me vejo no lugar delas. Tentei por um tempo dating apps mas foram poucas pessoas que me interessaram, ainda menos que sequer responderam minhas mensagens e nenhuma até agora que sequer deu a mínima bola. Me considero um 6 de aparência, mas sempre me prezei pelo meu humor e capacidade de conversa. Fato é que ninguém me quer.
Com toda certeza também nunca encontrarei alguém como ela na minha vida. Isso não é papo e sim praticamente um fato. Quais as chances de alguém, além de me achar interessante e bonito, dar a iniciativa que está afim de mim, me dar bola, ser bonita, possuir os exatos mesmos gostos e hobbies, mesma personalidade, mesmo senso de humor, maturidade... mesma porra toda? E ainda possível conhecer ela por intermédio de amigos? Absolutamente zero.
E é por isso que não vejo mais sentido nessa vida. Só estou prolongando o meu sofrimento e apatia a cada dia que passa. Estamos já quase na metade do ano em um piscar de olhos e sinto que tô jogando minha vida no lixo. Francamente, meu desejo de viver acabou quatro meses atrás e atualmente eu sou apenas um zumbi vivendo em função do momento. Não há um dia que passe e eu não pense em como seria reconfortante dar um fim nisso tudo.
Se você leu até aqui: meus eternos agradecimentos e desculpas por ser algo tão patético. Desabafar me trouxe um alívio momentâneo, mas atualmente é tudo que eu tenho.
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2019.05.07 04:19 lucius1309 AFICIONADO

Apesar de toda a correria do dia a dia, procuro manter a higiene do espaço em que vivo. Limpo cozinha, quarto, sala, banheiro, lavo minhas roupas e o fogão geralmente não tem gotas de gordura ou óleo velho, nunca deixo louça suja de um dia para o outro e gosto de me organizar enchendo baldes com produtos de limpeza, molhando panos e passando rodos. Não que eu seja o maníaco da limpeza, mas toda a situação de morar uns dias na rua me traumatizou um pouco, até porque tenho pavor de ratos e aranhas, e na rua tinha que conviver com eles, e com a sujeira que qualquer cidade normal tem, e na época nada eu podia fazer pra mudar isso. Mas hoje eu tenho quatro paredes e um teto ao meu redor, e por isso tento manter em ordem.
Evitar velhos comportamentos é uma ótima maneira de criar novos hábitos.
Um dos meus principais comportamentos velhos sempre foi a falta de higiene. Meu quarto era cheio de baratas, cinzas de cigarros, camisinhas usadas, garrafas de vinho de 2 conto, latinhas de cerveja da mais fuleira, roupas sujas, paredes emporcadas e a porra toda. Eu vivia bem assim. Procurava beber o dia todo pra não ter que encarar essa situação de frente.
Mas agora não posso mais.
Sempre soube me virar nas mais diversas situações.
Certa vez eu estava saindo com uma moça, ela tinha 30 e poucos anos, sua aparência estava um pouco sofrida devido ao casamento que acabara de terminar com um alcoólatra, fora o trabalho e os dois filhos pequenos. Tudo isso somados à doença da mãe (Alzheimer) e vários problemas emocionais, principalmente relacionados à auto estima. Ficamos quase dois meses juntos, e nos primeiros dois encontros eu fui na casa dela pronto pra transar, mas ela alegou dor de cabeça. No terceiro encontro ela alegou dor de cabeça de novo, saquei do meu bolso uma dipirona e disse que não teria pressa pra esperar essa dor passar. Naquele dia transamos, e não foi exatamente como eu esperava. Acho que ela também não achou nada de mais.
Aos poucos fomos nos distanciando, acabamos perdendo contato e, os dois grandes amigos haviam se tornado dois estranhos um pro outro. Mas a partir daí, comecei a levar sempre junto das camisinhas, dipironas, pra todos os meus encontros com as mulheres que vieram depois dela. E se eu falar que nunca me ajudou, eu estaria mentindo.
Sou um completo aficionado, obsessivo e compulsivo por tudo o que a vida pode oferecer.
Coisas boas ou ruins.
Talvez seja meu problema.
Garotas de 14 anos postam em redes sociais que são "intensas demais" e por isso sofrem muito. No caso delas é drama, no meu caso é constatação real. Não que eu sofra muito, hoje tenho uma vida excelente, ganho mais do que posso gastar, transo com uma menina de 21 anos e tenho dois amigos pra dar risada às vezes, e isso tudo basta pra dizer que estou numa das melhores fases da minha vida (se não a melhor), mas todas as pancadas que levei, todas as surras que tomei, todas as vezes que tomei no cu (incluindo duas vezes em que o termo "tomar no cu" quase foi literal pra mim; e que prefiro nem lembrar), isso tudo me tornou um cara cético, que não confia em ninguém além de mim mesmo, que tem medo de deixar as coisas importantes nas mãos de outras pessoas, pelo simples receio de que essas pessoas não vão saber cuidar dessas coisas como eu cuido, não vão ter o carinho que eu tenho, e podem foder com tudo.
Eu deixo minhas memórias conduzirem a minha vida.
Sei que preciso me libertar de mim mesmo, do meu passado e viver o meu presente. Eu sei que meus comportamentos permanecem errados mesmo depois de mais de dois anos longe da garrafa, das noitadas, das putas e das brigas com traficantes.
Linhas e mais linhas de cocaína espalhadas em cima de mesas, cadernos, celulares e até nas costas de piranhas que nem lembro o nome.
Não é fácil mudar maneiras de pensar que perduraram por mais de 20 anos. Até porque sou extremamente conservador na minha maneira de pensar. Não conservador no sentido político da coisa, inclusive concordo com muita coisa que a esquerda vem pleiteando, acho nosso atual presidente um imbecil (mas confesso que dou risada vendo ele ser esse completo palhaço), principalmente em suas formas radicais de pensar, que estão colocando em risco a vida das pessoas que elegeram ele, não só da oposição.
Faz sinal de arminha agora.
Mito.
Rs.
Deixando a política de lado e voltando para a patética vida do narrador desse texto, eu tenho dificuldades de mudar maneiras de pensar, quando me abraço a uma verdade eu me abraço achando que ela é absoluta, estou sempre aberto a ouvir opiniões, mas eu sempre acho que a minha está mais certa do que a da maioria. Eu sei que isso é errado, que eu deveria mudar, mas acho que todo mundo tem tanta coisa pra mudar e também não consegue, não vai ser de uma hora pra outra que eu vou conseguir.
Até porque meu sangue não é azul e até o presente momento, meu mijo não é gasolina. Não sou mais especial do que ninguém.
Quem sabe daqui uns 40 anos eu tô no mesmo patamar de um Dalai Lama ou de uma Madre Teresa de Calcutá.
Mas hoje não.
Hoje eu saí a tarde pra comprar um chip pro meu celular, a ideia é ter um número profissional e um número pessoal, com o simples intuito de não ser tão obcecado pelo trabalho como venho sendo nos últimos dois anos. Moro num bairro super tranquilo, subi caminhando até a lan house mais próxima, comprei meu chip, paguei as doze pratas devidas e estava descendo a rua de volta pra casa quando encontrei um amigo completamente embriagado na calçada de sua casa.
"Carlos, quanto tempo que não te vejo!" e veio me abraçando sem pedir licença.
O bafo de cerveja me deixou excitado.
"Pois é André, quanto tempo mesmo. Como cê tá?" perguntei por mera educação.
"Brigando com a vida, bebendo pra caralho e nesse exato momento, juntando dez conto pra ir comprar um pino."
Olhei pra ele, dei uma risada vazia e ele retribuiu a risada.
"Escuta cara, eu vou descendo lá pra casa, depois a gente se tromba."
"Espera." ele me segurou "Você não tem os dez contos pra me emprestar não? Te pago depois, sempre paguei, cê tá ligado."
Tirei uma nota de cinco da carteira, coloquei na mão dele e saí correndo dali.
Sei que o mais correto seria tentar ajudar, chamar ele pra ir pra um alcoólicos anônimos ou coisa assim, perguntar se ele queria ou não conversar sobre a vida de merda que ele vinha levando, mas eu não sou esse cara. Tudo o que eu mais quero é salvar meu próprio rabo do meu pior inimigo (eu mesmo, no caso), e não tem sido fácil, e não vai ser nunca. Essa luta comigo mesmo nunca vai acabar, e é mais fácil que eu aceite isso logo e faça o melhor por mim, não pelos outros.
Muitas vezes eu tenho vontade de sumir, não me matar, a ideia de me matar hoje é obsoleta pra mim, uma vez que tentei oito vezes e não fui, então desisti. Esse negócio de morrer não é comigo. Mas sumir no sentido de deixar todas as pessoas que conheço pra trás, abandonar família e recomeçar em algum lugar nesse ou noutro país. Pegar o dinheiro que tenho guardado, beber metade dele e a outra metade, beber também. Com alguma sorte eu chegaria à alguma conclusão, e adquiriria uma consciência plena de todas as coisas (ou uma cirrose hepática, que seja), mas sumir não resolveria meus problemas de anos e anos, e uma hora eles voltariam com mais força ainda. Obviamente eu não saberia resolvê-los.
Como ainda não sei.
Por enquanto venho fazendo o simples, limpando a casa e deixando tudo o mais organizado possível. Tentando tirar cochilos pela tarde e deixar meu telefone desligado nos meus dias de folga. Não querer fracassar já é uma maneira sutil de vencer. Levantar da cama todos os dias pra fazer o simples, já é uma grande vitória pra um cara que há quase três anos atrás estava bebendo quinze ou vinte dias sem parar, esperando a morte vir buscá-lo.
Não que eu seja melhor ou pior, eu só cansei de sofrer como tava sofrendo. E decidi tentar. E tá dando certo.
Só por hoje tá dando certo.
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2019.02.03 04:18 Steins_Scientist Eu não me encaixo

Não sei por onde começar o meu raciocínio...
Desde muito pequeno, eu tentava interagir com as pessoas da escola mas era algo muito difícil mas mesmo assim eu me forçava a fazer, pois colocaram na minha cabeça que eu deveria porquê deveria. Na escola eu não sabia o porquê era meio excluído da turma, mas sempre foi óbvio, eu era muito feio... E dentuço...
O tempo passou e no primeiro ano do ensino médio conseguia me socializar bem com a turma, eu já usava aparelho para consertar meus dentes e de alguma forma minha aparência mudou (lembro até do primeiro dia de aula que uma menina, que estudou comigo, me olhou com uma cara de MUITA surpresa, isso foi muito engraçado) e eu eram bem aceito pela turma. Mas eu ainda não tinha um norte na minha vida, eu era só um idiota querendo uma namoradinha para me confortar naquilo que eu chamava de "meu mundinho". Nunca consegui e sinto que desperdicei boa parte da minha vida...
No segundo ano comecei a trabalhar com um programa de jovem aprendiz, que já adiantando foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida até o momento, tive um professor incrível que tomo como referencia e inspiração pra minha vida, alguém que eu me nego a esquecer. A partir daí as coisas começaram ter um pouco de sentido e eu passei a só querer mudar minha vida, sair da favela que vivo e dar uma vida melhor aos meus pais que só se foderam a vida inteira. Mas com esse emprego e no terceiro ano eu não tinha tempo nem cabeça para me preparar pro ENEM o resultado disso foi um fracasso de prova....
Após o EM e o emprego agora com tempo livre pra estudar, a aprender sobre a sociedade e a como me desenvolver. Refleti muito sobre os anos que passaram e eu percebi que, por mais que eu interagisse com os outros eram poucas pessoas que devolviam essa interação, quase ninguém se importava comigo ou sequer lembrava da minha existência. Aos poucos fui entendendo o porquê de não me encaixar nessa sociedade. Eu sempre valorizei coisa diferentes, sempre agi de forma diferente, por mais que eu explique vocês sei que não vão entender então não cabem aqui exemplos. Cada vez que eu entendia mais dessa sociedade mais eu percebia que não me encaixava e mais distante dela eu me sinto.
Os dias passaram e as frustrações aumentaram e meu coração nutri muito ódio. Sinto que fui enganado a vida toda em uma grande bolha de ilusão, volto a questionar a importância de me socializar já que sei que não terei retorno algum, já não sinto vontade alguma em buscar um relacionamento pois sei que não "combino" com ninguém, não sinto que tenho amigos, não quero conversar com as pessoas pois elas não vão se importar comigo mesmo.
Para finalizar, eu odeio essa país, eu odeio ser brasileiro, vou embora daqui algum dia não vou olhar para trás não vou escutar os pedidos de desculpa. Mesmo que não me aceitem em outro lugar não fará diferença eu já sei bem como é isso.
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2018.10.08 15:08 jogarfora2 Um pouco perdida

Nem li nem lerei: não suporto mas morar com meus pais, mas não tenho o que fazer, a não ser aguardar e olhe lá.
Cresci no meio de um casamento ruim e tóxico dos meus pais, tenho 24 e ainda moro com eles. Escutei e passei poelr situaçoes que não deveria desde que me lembro por gente.
Quando tinha uns 5 anos tive que ir ver uma menina que era um pouco mais velha que eu, minha mãe ficava falando que era filha por fora do meu pai e que estavam interagindo pq estava sendo feito teste de DNA, acabou que não era filha. As vezes minha mãe me levava na rua da casa da amante do meu pai e ficava apontando pra casa mostrando qual era e me falando, até hoje lembro o nome da mulher que era Rosane. Dentre outras situações ruins.
Eles só viviam brigando, a ponto de se agredirem, nunca se deram bem e até hoje não se dão, eles tem uma casa de praia há 12 anos e até hoje só foram passar um fds juntos uma única vez, que foi esse ano pra poder arrumar a casa. Eles não se aturam, não fazem nada juntos tem muitos anos, só vivem reclamando de como as pessoas são ruins. Ficaram juntos pra manter a aparência social, "o que as pessoas vão pensar de mim se for separada?" Dizia minha mãe. Quando eles ficam juntos em frente de casa conversando com os outros, ficam de braços dados, tenho uma raiva disso, as pessoas nem imaginam que eles vão chegar em casa e começar a se ofender.
Eles sempre foram controladores também, até hoje não consigo comprar uma calcinha sem que minha mãe queira dar um palpite, se eu vou ao varal de roupa pegar minha toalha pra tomar um banho tenho que ouvir "vai tomar banho?", Se vou a cozinha escuto um "tá fazendo o que? Vai comer?" Isso quando minha mãe não aparece do lado pra ver se eu tô pegando a comida direito, toda vez que chego em casa escuto também um "jogarfora, já chegou?" Se desço as escadas também é um vai fazer o que, se medo nas minhas coisas é um tá fazendo o que?
Além do fato da minha mãe mexer nas minhas coisas quando saio de casa(ela faz isso com minha irmã, ela disse que quando saio mexe nas minhas coisas tbm), detesto isso, tive que ouvir um "s então esconde nada, vou mexer mesmo" Ela nunca teve tempo pra nada, viveu para o trabalho, sempre ouvi um "não tenho tempo ou estou cansada", ela aposentou um horário e as respostas são as duas mesmas de sempre. Meu pai é outro, extremamente porco, chega em casa da rua com as mãos sujas e vai colocando as mãos na panela, levanta a tampa do vaso e consegue fazer xixi na privada, na tampa e ainda no chão, não limpa nem desce a tampa. Tem uma lição de moral pra tudo, pra tudo mesmo, recebi lição de moral em como abrir um portão. Essas e outras manias que já não suporto mais.
Único assunto que sempre souberam conversar comigo?? Só sobre estudos. Hoje eles se perguntam porque não converso direito com eles, parece que o casamento tóxico e ruim que cresci no meio não existe nem nunca existiu. Cheguei um ponto que a maioria das coisas respondo um "AHAM"
Arrumei um namorado que era pobre e que não tinha nem onde cair morto, pedi pra ele fazer um curso e ele fez, pedi pra trabalhar na empresa tal e fez também, ajudei a comprar uma moto pra se locomover bem, felizmente cresceu na vida, isso de 7 anos de namoro tem um ano e meio que conseguiu subir na vida. Antes as pessoas me falavam que eu deveria largar pq ele não queria saber de nada, mas insisto nele e deu certo, fora a cara de bunda da minha mãe pq ele era pobre, que tive que aturar.
Eu vou me formar esse ano e vai demorar pelo menos, no mínimo, mais um ano pra eu conseguir começar a ganhar dinheiro, enquanto isso vou ter que continuar morando com meu pais pq preciso de ajuda financeira.
Contei minha história pro meu namorado e confesso que as vezes jogo indireta pra ele me tirar de casa, mas o que escuto é "não posso fazer nada" Confesso também que pensava que ele me salvaria dessa se eu ajudasse, mas uma parte do emprego que ele conseguiu não deu certo, só vai dar daqui uns 5 anos ainda. Fora que não sou o tipo de mulher que o homem sustentaria né. Se bobear daqui um tempo ele me troca porque escolhi um curso saturado e sabe se lá se vou conseguir trabalhar de profissional liberal e ganhar algum dinheiro. Ele sempre fica impressionado quando no trabalho dele engenheiro tal é casado com engenharia tal, juíza tal é casada com funcionário público de tal órgão, da a entender que ele quer a mesma coisa pra ele. Vou ficar chateada se me trocar, mas vou fazer o que, nada, esse é o ideal de relacionamento que ele quer, não posso culpa lo.
Não sei do que vim atrás e acho que ficou tudo bem embaralhado, desculpa. Palpites são bem vindos
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2018.09.05 02:58 DD_Power Um desabafo de um homem sobre o feminismo

Apenas alguns pensamentos aleatórios sobre o feminismo, porque macho acha que a própria opinião é importante, e tem que dar pitaco sobre tudo. /s
Algumas semanas atrás eu estava pensando em criar uma throw away pra postar um desabafo sobre as atitudes de algumas feministas que eu andei presenciando, e que me incomodaram um pouco. Sim, sei que seria covardia peidar e sair da sala com uma conta throw away, mas minha saúde mental não está legal o bastante pra aguentar uma possível chuva de merda que cairia sobre minha cabeça. Pensei: "ah, foda-se", e acabei não postando, o que foi bom, porque me deu tempo de reavaliar minhas opiniões.
Em primeiro lugar, desde que me entendo por gente, me considero um feminista. Acho que as manas têm que brigar por direitos iguais, sim, e têm que bater o pé e exigir respeito. Sempre achei tosco ver mongoloides usando termos pejorativos como "feminazi" e outras tosqueiras do tipo. Dito isso, andei vendo no Twitter algumas atitudes que eu sinceramente achei bem toscas por parte de algumas feministas, como retratar todos os homens como escrotos, e excluí-los de pequenos eventos, por exemplo. Eu até entendo a questão do payback, da reparação (tanto que sou a favor das cotas em universidades), mas tratar todos os homens como se fossem monstros me incomodou um bocado, porque eu sei que tem muita gente decente por aí. A vontade era a de responder que nem todo homem é assim, mas logo descobri que elas têm o termo importado "not all men...", o que me incomodou mais ainda, porque isso nega até o direito de defesa. Outra coisa que eu vi foi um homem falar algo simples, talvez apenas com o intuito de puxar assunto (e não com segundas intenções, devo ressaltar), e a moça responder de forma extremamente grosseira acusando-o de mansplaining. Eu, sinceramente, fiquei horrorizado com a falta de educação.
Mas graças ao Bom Senhor que eu não me envolvi num assunto que não era meu, não respondi, nem caí em tentação. Apenas engoli o choro e segui com a minha vida. Cheguei até comentar em uma conversa com um amigo sobre a antipatia que eu começava a sentir, não pela causa, mas por algumas de suas defensoras.
Alguns dias depois, vi um cara que eu sigo e que respeito muito dizer algo mais ou menos assim: "caras, quando vocês presenciarem alguma mulher falando em cultura de estupro, não respondam. Tenham a decência de tentar entender o lado delas, porque em geral homem é um bicho escroto pra caralho mesmo, e a gente não vivencia o que elas vivenciam, não sentimos na pele o que elas sentem", e pensei: "isso é verdade".
Acho que na mesma semana, ou na semana seguinte, eu estava no ponto de ônibus com outras três meninas (ninguém se conhecia): uma de aparência normalzinha, outra até bonitinha, e uma estonteantemente bonita. Não to falando de uma menina toda produzida, com o corpo esculpido, cabelo e rosto produzidos não. Ela não tentava parecer mais bonita do que era; ela simplesmente tinha uma beleza natural incrível. Parado ali naquele ponto eu comecei a perceber (atitude que obviamente eu já notei antes, em outros lugares) a quantidade absurda de homens que, por exemplo, freavam o carro e ficavam encarando a menina de uma maneira extremamente bizarra! Talvez sete de cada dez homens que passavam faziam isso. Então reparei outra coisa: essa menina ficava de cabeça baixa o tempo todo, e evitava o contato visual com todo o mundo. Obviamente um mecanismo de defesa, mas eu fiquei pensando: porra, deve ser uma merda de vida você ter um monte de gente te encarando aleatoriamente em qualquer lugar que você vá. É triste até! Sei que isso soa como "ah, a dureza de ser belo...", mas caras, coloquem-se no lugar dela! É muito tosco!
Então eu comecei a pensar em outra coisa também: sobre padrões de beleza que são impostos às mulheres. É claro que as outras duas meninas que estavam lá muito provavelmente não desejavam receber o assédio que a outra sofria a cada 30 segundos, mas ao mesmo tempo, acho que todo mundo gosta de se sentir desejado de vez em quando, mas era como se elas fossem meras figurantes ao redor da estrela do ponto de ônibus. Deve ser uma sensação de merda também. Esse tipo de violência (só porque não é física, não quer dizer que não seja violência) é como uma faca de dois gumes: acho que fere os dois lados. Não estou dizendo que alguém deveria ter encarado as outras duas de maneira creepy também; eu acho que nenhuma delas deveria sofrer esse tipo de abuso!
Depois eu vi aquele vídeo aqui mesmo no Brasil da menina num ônibus filmando um cara tentando tocar os seios dela, e dias depois o mundo assistiu horrorizado aquele pastor americano fazer o mesmo contra a Ariana Grande diante de dezenas de câmeras, sob o escrutínio de milhões de pessoas, no meio da porra de um funeral!
Então, meninas, garotas, mulheres... Peço desculpas se fiz um julgamento errôneo à princípio. Continuem lutando. Vocês são fodas demais pra aturar esse tipo de merda.
E manos, PUTA QUE PARIU! Sejamos menos escrotos. Será que dá?
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2018.07.28 02:49 MLion464 Por que?

Bom, quem sou? Neste momento sou um cara de boa aparência e bom físico. Mas, quem eu era? Sempre fui o gordinho ruivo da sala, o rejeitado, o coitado, o ignorado, o que gostava da menininha que não retribuía. Eu via os moleques com altas menininhas, cheio de amiguinhos e status. Aos 16 anos fiz a burrada de me apaixonar por uma adolescente do Pará (Sou de MT). Fiquei 2 anos naquela porcaria de namoro online, porém a vontade que eu sentia de vê-la me fez mudar meu corpo e madurecer com rapidez. Entrei na academia e fui ficar em forma para um possível encontro. Bem, nosso namoro acabou, por que? Distância. Ela dizia ter um amigo que era como irmão, e que nunca teria nada com o mesmo, alguns meses depois de terminarmos, ela se envolveu com esse cara e ficou grávida, ela veio correndo de volta pra mim e eu meti o pé. Fiquei com um ódio grande, um ódio que fazia meus ossos tremer de raiva. Bom, me curei e segui em frente, porém diferente, agora eu era o que eu queria der desde pequeno. Do primeiro ao terceiro ano eu comecei a pegar as meninas da escola, mas eu sempre queria mais, ficava com amigas, uma contava ora outra, não dava nada e eu me achava, porém nunca fui de falar o que fazia para meus amigos... Hoje, com 20 anos, sinto uma necessidade de perverter qualquer mulher, fazer se render as ideias mais absurdas, até como a própria prostituição. Não sou um cara rico, apenas convenço com as palavras. Sabe, é um vício, eu não consigo sair disso, durante as tentativas de persuadir, eu sinto prazer, minha cabeça vai as alturas com as palavras de rendição de cada mulher que eu converso. Mas logo depois vem a pior parte, depois de desfrutar do ato, me vem uma solidão, uma tristeza... Algo inexplicável. E mesmo sabendo disso, minha mente me obriga a repetir os passos dia após dia. Minha mente tem o desejo de tratar qualquer mulher como objeto da minha diversão, como um brinquedinho para meu libido. É como se eu fosse um escravo dos meus desejos, pesquisei pela internet e não consigo achar nada para mudar minha mente. No começo parecia legal, mas agora vi que é uma tortura após o ato de consumo. O que me causa euforia na mente é saber que qualquer uma tem um preço (preço na persuasão), umas se rendem fácil, outras nem tanto, mas no geral, considero todas bem fáceis, bastando apenas aver falar, olhar, tocar e agir para que a mesma apenas se torne mais um fantoche controlado por minhas mãos. Cara, eu quero sair disso...
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2018.07.28 02:39 MLion464 Por que sou assim?

Bom, quem sou? Neste momento sou um cara de boa aparência e bom físico. Mas, quem eu era? Sempre fui o gordinho ruivo da sala, o rejeitado, o coitado, o ignorado, o que gostava da menininha que não retribuía. Eu via os moleques com altas menininhas, cheio de amiguinhos e status. Aos 16 anos fiz a burrada de me apaixonar por uma adolescente do Pará (Sou de MT). Fiquei 2 anos naquela porcaria de namoro online, porém a vontade que eu sentia de vê-la me fez mudar meu corpo e madurecer com rapidez. Entrei na academia e fui ficar em forma para um possível encontro. Bem, nosso namoro acabou, por que? Distância. Ela dizia ter um amigo que era como irmão, e que nunca teria nada com o mesmo, alguns meses depois de terminarmos, ela se envolveu com esse cara e ficou grávida, ela veio correndo de volta pra mim e eu meti o pé. Fiquei com um ódio grande, um ódio que fazia meus ossos tremer de raiva. Bom, me curei e segui em frente, porém diferente, agora eu era o que eu queria der desde pequeno. Do primeiro ao terceiro ano eu comecei a pegar as meninas da escola, mas eu sempre queria mais, ficava com amigas, uma contava ora outra, não dava nada e eu me achava, porém nunca fui de falar o que fazia para meus amigos... Hoje, com 20 anos, sinto uma necessidade de perverter qualquer mulher, fazer se render as ideias mais absurdas, até como a própria prostituição. Não sou um cara rico, apenas convenço com as palavras. Sabe, é um vício, eu não consigo sair disso, durante as tentativas de persuadir, eu sinto prazer, minha cabeça vai as alturas com as palavras de rendição de cada mulher que eu converso. Mas logo depois vem a pior parte, depois de desfrutar do ato, me vem uma solidão, uma tristeza... Algo inexplicável. E mesmo sabendo disso, minha mente me obriga a repetir os passos dia após dia. Minha mente tem o desejo de tratar qualquer mulher como objeto da minha diversão, como um brinquedinho para meu libido. É como se eu fosse um escravo dos meus desejos, pesquisei pela internet e não consigo achar nada para mudar minha mente. No começo parecia legal, mas agora vi que é uma tortura após o ato de consumo. O que me causa euforia na mente é saber que qualquer uma tem um preço (preço na persuasão), umas se rendem fácil, outras nem tanto, mas no geral, considero todas bem fáceis, bastando apenas aver falar, olhar, tocar e agir para que a mesma apenas se torne mais um fantoche controlado por minhas mãos. Cara, eu quero sair disso.
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